Tribuna de Barras mostra o desperdício d’água no maior poço jorrante do Piauí

 Tribuna de Barras mostra o desperdício d’água no maior poço jorrante do Piauí

Alvorada do Gurgueia (PI) – Distante cerca de 820 quilômetros ao sul de Barras e 700 quilômetros ao sul de Teresina,  o Poço Violeto, localizado no município piauiense de Alvorada do Gurgueia é o símbolo do desperdício d’água no Brasil. O editor do portal tribunadebarras.com jornalista Reinaldo Barros Torres, esteve no local fazendo reportagem para mostrar aos nossos leitores.
O Violeto tem uma grande vazão d’água, chegando a jorrar água a uma altura de 40 metros aproximadamente. Já chegou a jorrar água a 60 metros de altura, mas com o passar do tempo e com o grande volume de água que saia do mesmo, a vazão diminuiu.
O Violeto é considerado um dos maiores poços da América Latina. Desde que foi aberto, na década de  1980, mais de 70 bilhões de litros de água já se perderam no agreste.
Na região sul do Piauí o período de chuvas já chegou de forma intensa, cai água deste 31 de Outubro de 2012. 
Chamou atenção também da reportagem do portal tribunadebarras.com o progresso das cidades movido pelos campos de plantação de grãos, especialmente soja. Grande lojas e hotéis se instalam das cidades, independentemente do tamanho das mesmas.
Nas cidades do extremo-sul piauiense em quase nada se lembra o restante do Estado. Teresina fica muito distante, ir para Brasília é muito mais perto, até o sotaque do povo é diferente. Os carros são emplacados na Capital Federal ou em Barreiras/BA, mas alguns dizem ser porque as taxas cobradas pelo DETRAN-PI são exorbitantes, as maiores do Brasil, daí a preferência por emplacar os carros da Bahia, Tocantins, Pernambuco, Goiás e Distrito Federal. As estradas, tanto BR como PI estão bem conservadas.

A questão específica do Poço Violeto
A gestão dos recursos hídricos tem ocupado uma posição central nas discussões da questão ambiental. Apesar de cerca de 70% da superfície da Terra está coberta de água, apenas 3% são água doce e, portanto, com possibilidade de ser utilizada para consumo humano. O foto agravante é que desses 3% de água doce, 2,3% estão armazenados nas geleiras e calotas polares e somente 0,7% contidos no subsolo, lagos, rios e passíveis de uso.

Assim, a má gestão e distribuição errônea de informação têm gerado a ideia equivocada de que a água é uma fonte inesgotável. Esta visão de certa forma irresponsável começa a chocar-se com a realidade, fazendo perceber que a água é cada vez mais um recurso finito, pois a degradação do meio ambiente vem escasseando e contaminando as reservas superficiais e subterrâneas dos recursos hídricos, e a necessidade de água da sociedade moderna é cada vez maior.

Diante do problema cada vez mais alarmante, é evidente a necessidade de preservação dos recursos hídricos. Políticas, estratégias e ações em prol da preservação são indispensáveis em todos os âmbitos, desde a fonte até o consumidor. 
O doutor em Fitotecnia Milcíades Gadelha diz que o que acontece hoje é a carência no abastecimento de água da maioria das cidades piauienses, especialmente no semi-árido. “O Piauí possui uma série de barragens e reservatórios construídos em todo o Estado, entre esses dezoito projetos que não tinham qualquer previsão de adutoras e conseqüentemente não cumpriam o objetivo maior dessas obras: a distribuição ampla de água à população”, afirma. Assim, apesar do Piauí ter um dos maiores lençóis freáticos do mundo, a água ainda está distante de muita gente.

Como em toda a região do Nordeste brasileiro, essas obras foram resultados de uma política tradicional de investimentos quase que somente em barragens e reservatórios, os quais foram considerados, durante décadas, a solução final para o abastecimento de água na região do semi-árido no país. Em alguns casos, esses investimentos realizados de forma desordenada geraram problemas, sacrificando rios e inutilizando obras já terminadas. Atualmente, a visão acerca dessa temática é mais ampla. Barragens e represas estão sendo revistas em toda a região do semi-árido brasileiro e em continuidade a esses empreendimentos já realizados, estão sendo previstos quilômetros de adutoras para completar e efetivar o ciclo de abastecimento da água nessas regiões.

O principal desafio do Governo do Estado do Piauí é gerir os recursos naturais fundamentado nas três dimensões de sustentabilidade assim descritas: economicamente e administrativamente viável, socialmente justa e ecologicamente prudente. 

Diego Albert

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