Sexo: calcinha anti-estupro é testada nos Estados Unidos

Engenheiros da área de tecnologia e designers de moda planejaram e estão tentando vender uma linha de roupa íntima anti- estupro chamada “AR Wear” que utiliza recursos tecnológicos para uma nova espécie de cinto de castidade moderno, que visa afastar potenciais abusos sexuais às usuárias.
 
Ao contrário do choque elétrico anti-estupro criado recentemente, a AR Wear bloqueia usuários com uma engrenagem que tem que ser memorizada e com tecido a prova de corte. Entre as muitas utilidades de defesa, dizem os idealizadores, estão os casos onde a mulher vai para a balada e, caso beba demais, não acabe sofrendo algum tipo de violação.
 
Até agora, o novo projeto da calcinha anti-estupro já levantou mais de US$ 50 mil em doações e a polêmica se instalou entre as feministas, nos EUA. O protótipo apresentado é uma calcinha feita de um tecido altamente resistente, cuja trama não pode ser rompida por lâminas e tesouras, inclui uma espécie de cadeado acoplado à cintura. A roupa íntima dispensa chaves, mas só pode ser retirada do corpo pela própria usuária, por meio de um segredo que precisa ser memorizado. Se a usuária esquecer a senha, poderá se ver em apuros na hora de ir ao banheiro.
 
O texto de apresentação do projeto diz que a peça transmite ao estuprador a “mensagem clara de que a mulher não está consentindo”. O conceito, porém, desagrada às feministas. Elas afirmam que os idealizadores “sugerem que a mulher é parcialmente responsável, por não recusar o ato com clareza”.
 
– Estupradores sabem o que não é consentido. O homem não é burro a ponto de não entender quando a mulher não quer – afirmou a feminista Louise Pennington em artigo no site norte-americano de notícias Huffington Post.

A AR Wear responde que não pretende atribuir à mulher a responsabilidade de evitar o crime. “O único responsável pelo estupro é o estuprador. O produto só oferece mais uma ferramenta de defesa”. O item é recomendado em situações como festas, em que a mulher pode se tornar vulnerável por embriaguez, e viagens a países desconhecidos.
 
Os designers evitaram, em conversa com jornalistas, dar alguma sugestão sobre como a vítima deve proceder, se o agressor estiver armado. A AR Wear diz estar ciente de que sua ideia não será capaz de atingir uma solução universal para o problema.

 

Fonte: correiodobrasil

Diego Albert

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