Uma mulher de 32 anos foi detida na tarde desta Quinta-feira, 26 de Abril de 2018, no Hospital de Urgência de Sergipe, em Aracaju, após se passar por paciente com câncer de mama e arrecadar dinheiro na Internet para um falso tratamento. Meses antes, ela tinha se submetido a uma cirurgia de redução de mama e o resultado não teria agradado ao namorado. A polícia diz que ela vai responder por crime de estelionato.

Segundo a assessora de comunicação do hospital, Katiane Menezes, a mulher fraudou exames de saúde e laudos de encaminhamento para fazer o tratamento na unidade de saúde, em dezembro de 2017, iniciado no mês de Março.

Ainda de acordo com a assessora, ela fez seis sessões de quimioterapia no Huse. “Quando chegou à unidade já estava de cabelo curto e acabou caindo, em virtude do tratamento. Só descobrimos a situação após uma denúncia anônima na última terça-feira. Quando ela se apresentou para fazer uma consulta na tarde desta quinta-feira foi detida”, explicou a Katiane Menezes.

Segundo o delegado, Fernando José Andrade de Melo, em depoimento ela revelou fingir estar doente para o namorado não terminar o relacionamento. E afirmou ter usado exames de um amigo, falecido há quatro meses de câncer, e que fez tratamento no hospital, como base para fraudar os seus exames.

Antes de iniciar o tratamento a mulher tinha se submetido a uma cirurgia de redução de mama e o resultado não teria agradado ao namorado. Meses depois, ela disse que estava doente e iniciou uma campanha na Internet para custear o tratamento.

Após prestar depoimento na 8º Delegacia Metropolitana, em Aracaju, ela foi liberada e vai responder pelo crime de estelionato.

Sobre o acesso ao tratamento, o diretor-técnico do Hospital de Urgência de Sergipe, Wagner Andrade, informou que as falficações eram muito perfeitas. E que falsa paciente fez todos os procedimentos de validação da documentação, inclusive apresentou um exame de biópsia, que comprovaria a doença, e se não fosse a denúncia anônima iria continuar o tratamento na unidade. O diretor disse também que o caso foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina.

(*) G1/SE