Seis cidades piauienses comemoram 250 anos em 2012. Saiba quais são elas!

 Seis cidades piauienses comemoram 250 anos em 2012. Saiba quais são elas!
Vista da região central de Valença do Piauí.              
Em 2012 seis cidades piauienses comemoram 250 anos de fundação: Castelo do Piauí, Campo Maior, Jerumenha, Parnaguá, Parnaíba e Valença do Piauí.
Abaixo, histórico sobre cada uma delas.
Castelo do Piauí

População 2010 – 18.336
Área da unidade territorial (Km²) * – 2.035,182
Densidade demográfica (hab/Km²) – 9,01
Gentílico – castelense
Histórico
O lugar Rancho dos Patos, hoje Castelo do Piauí, pertenceu inicialmente à freguesia de Santo Antônio do Surubim, atual cidade de Campo Maior. Os primeiros habitantes ali se instalaram no princípio do século XVIII e já em 1742, era elevado à categoria de Freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora do Desterro. Ao passar pelo Piauí, em visita pastoral, D. Frei Manoel da Cruz, Bispo do Maranhão, transferiu de Piracuruca para a nova Freguesia, o seu primeiro pároco, Padre José Lopes Pereira. Este, com apoio dos fiéis, construiu uma grande capela, transformada na Igreja Matriz. Em junho de 1761, Rancho dos Patos foi elevado à categoria de Vila e Sede Municipal, com a denominação de Marvão, que se destacou na luta pela independência do Brasil. Pelo mesmo ato, foi doado uma légua de terras, em quadro, para a formação do patrimônio. Em 1890, teve o nome mudado para Vila de Castelo. Em 1942, por força da legislação federal, que proibia a duplicidade de topônimos das cidades e vilas brasileiras, Castelo voltou a denominar-se Marvão. Em 1948 passou a chamar-se Castelo do Piauí, e foi elevado à categoria de Cidade, instalando-se em 1949. O nome Castelo tem origem na existência, no município, às margens do Rio Poti e Rodovia PI115, de uma pedra em forma de castelo.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Marvão, por provisão de 27-11-1742. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Marvão, pela carta régia de 19-06-1761, desmembrado de Campo Maior. Sede na atual vila de Marvão. Instalado em 13-09-1762. Pelo decreto estadual nº 20, de 27-03-1890, o município de Marvão passou a denominar-se Castelo. Pela lei municipal de janeiro de 1909, são criados os distritos de São João e Tapuió. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município já denominado Castelo é constituído de 3 distritos: Castelo, São João e Tapuió Pela lei estadual nº 113, de 18-10-1930, desmembra do município de Castelo o distrito de Tapuió. Elevado à categoria de município com a denominação de São Miguel do Tapuió. Pelo decreto estadual nº 1279, de 26-06-1931, o município de São Miguel do Tapuió é extinto, sendo seu território anexado do município de Castelo. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Castelo é constituído de 2 distritos: Castelo e São Miguel do Tapuió. Não figurando o distrito de São João. Pelo decreto estadual nº 1589, de 04-10-1934, desmembra do município de Castelo o distrito de São Miguel do Tapuió. Elevado novamente à categoria de município Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído do distrito sede. Pelo decreto-lei estadual nº 754, de 30-12-1943, o município de Castelo voltou a denominar-se Marvão. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município já denominado Marvão é constituído do distrito sede. Pela lei estadual nº 169, de 08-10-1948, o município de Marvão passou a denominar-se Castelo do Piauí. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município já denominado Castelo do Piauí constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. Alteração toponímicas municipais Marvão para Castelo alterado pelo decreto estadual nº 20, de 27-03-1890. Castelo para Marvão alterado pelo decreto-lei estadual nº 754, de 30-12-1943. Marvão para Castelo do Piauí alterado, pela lei estadual nº 169, de 08-10-1948.

Campo Maior

População 2010 – 45.177
Área da unidade territorial (Km²) * – 1.675,706
Densidade demográfica (hab/Km²) – 26,96
Gentílico – campo-maiorense
Histórico
Os fatos históricos mais antigos de que se tem notícia sobre o atual Município de Campo Maior datam da segunda metade do século XVII. D. Francisco da Cunha Castelo Branco, fidalgo português que em 1693 chegara ao Maranhão, radicou-se, mais tarde, no Piauí, fundando algumas fazendas de gado em terrenos da freguesia de Santo Antônio do Surubim, depois Campo Maior. Ignora-se a data exata em que foi criada esta freguesia; presume-se que o tenha sido entre 1696 e 1723. O Município foi criado por efeito da Carta Régia de 19 de junho de 1761, com sede na antiga povoação de Santo Antônio do Surubim e com a atual denominação.
Segundo o jurista campo-maiorense, Valdivino Tito, a vila foi instalada no dia 8 de agôsto de 1762 (na “Cronologia Histórica”, de Pereira Costa, consta a data de 8 de novembro do referido ano). A instalação, presidida pelo Governador da Capitania do Piauí, João Pereira Caldas, foi assistida pelo conselheiro ultramarino, Francisco Marcelino de Govêa e pelo ouvidor geral do Piauí, Luís Duarte Freire. Em 1823, travou-se no Município, às margens do rio Genipapo, renhida batalha entre as tropas portuguesas de Fidié e as nacionais, comandadas pelo capitão Luís Rodrigues Chaves e o sargento-mor Francisco Inácio da Costa. O decreto que elevou a vila de Campo Maior à categoria de cidade tem o nº 1 e data de 28 de dezembro de 1889. O topônimo Campo Maior foi inspirado nos vastos campos da região, povoados de carnaubais.
De acordo com a divisão territorial vigente em 31 de dezembro de 1956, o Município é constituído de 1 único distrito.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Campo Maior, anteriormente a 1757.
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Campo Maior, por carta Régia de 19-06-1761. Sede no povoação de Santo Antônio de Surubim. Instalado em 08-08-1762. Elevado à categoria de município com a denominação de Campo Maior, pelo decreto estadual nº 1, de 28-12-1889. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Jerumenha

População 2010 – 4.390
Área da unidade territorial (Km²) * – 1.867,305
Densidade demográfica (hab/Km²) – 2,35
Gentílico – jerumenhense
Histórico
Jerumenha  foi, em sua origem, um arraial de índios trazidos da Bahia, pelo português Francisco Dias D’Ávila, que os aldeou na margem direita do rio Gurguéia, onde se encontra a Cidade. Em 1676, o arraial foi fundado pelo Governador de Pernambuco, Pedro Almeida, com área de dez léguas. Em 1740, Frei Manoel da Cruz, Bispo do Maranhão, criou a Freguesia de Santo Antônio do Gurguéia. No ano seguinte, os jesuítas iniciaram a construção da igreja.
Com a denominação de Jerumenha, foi elevada à categoria de Vila, em 1761.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Jerumenha, em 1746. Elevado à categoria de vila com a denominação de Jerumenha, pela carta régia, de 19-06-1761. Sede na atual vila de Jerumenha. Instalado em 22-06-1762. Elevado à condição de cidade, com a denominação de Jerumenha, elevado à condição de cidade, pelo decreto nº 12, de 15-02-1890. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.  Pelo decreto estadual nº 1279, de 26-06-1931, o município de Jerumenha adquiriu os extintos municípios da Aparecida de Jerumenha e Porto Seguro, como simples distritos. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 3 distritos: Jerumenha, Aparecida e Porto Seguro. Pela lei estadual nº 1575, de 17-08-1934, desmembrado do município de Jerumenha o distrito de Aparecida. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município é constituído de 2 distritos: Jerumenha e Porto Seguro. Pelo decreto estadual nº 147, de 15-12-1938, desmembra do município de Jerumenha o distrito de Porto Seguro. Elevado à categoria de município. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Parnaguá

População 2010 – 10.276
Área da unidade territorial (Km²) * – 3.429,272
Densidade demográfica (hab/Km²) – 3,00
Gentílico – parnaguaense
Histórico
As Terras de Parnaguá, habitadas na época da descoberta do Piauí por índios Pimenteiras, Cheréns e Acoroás, foram divididas em sesmarias pelo Governador de Pernambuco, D. Pedro de Almeida, a partir de 1676. Índios Macoazes e Rodelleiros infestaram por bastante tempo os estabelecimentos e as fazendas da região, conhecida na época por sertão de Rodellas. A essas incursões se deve a fundação da Vila de Parnaguá, em 1698. Em 1751, já existia, na margem ocidental da Lagoa de Parnaguá, a povoação do mesmo nome. integrante da Capitania do Piauí. Pertencendo primitivamente à Freguesia de São Francisco da Barra do Rio Grande do Sul do Bispado de Pernambuco, foi desmembrada e constituída Freguesia, em 1755. Seis anos depois, foi criada a Vila, inaugurada no ano seguinte, com a assistência do Ouvidor-Geral da Capitania, Luís José Duarte Freire. Os nativos e residentes em Paranaguá são chamados parnaguenses .
Formação Administrativa
Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Parnaguá, carta régia de 19-061761, sede na vila de Parnaguá. Instalado em 03-06-1762. Pela lei estadual nº 97, de 25-06-1816, a vila é extinta, sendo seu território anexado ao município de Corrente, como simples distrito. Elevado novamente à categoria de vila com a denominação de Parnaguá, pela lei estadual nº 154, de 16-07-1897, desmembrado de Corrente. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a vila é constituída do distrito sede. Pelo decreto estadual nº 1279, de 26-06-1931, o município é extinto, sendo seu território anexado a vila de Paranaguá, como simples distrito. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município de Parnaguá figura como distrito do município de Corrente. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Parnaguá, pelo ato da constituição do estado, de 18-06-1935, desmembrado de Corrente. Sede no antigo distrito de Parnaguá. Constituído do distrito sede. Reinstalado em 29-03-1938. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Parnaíba

População 2010 – 145.705
Área da unidade territorial (Km²) * – 435,570
Densidade demográfica (hab/Km²) – 334,52
Gentílico – parnaíbano
Histórico
Em 1699, a região compreendida entre o rio Igaraçu e a Serra da Ibiapaba, habitada por silvícolas, foi desbravada por Leonardo de Sá e seus companheiros, que, pelos feitos obtiveram uma sesmaria às margens daquele rio. Sob a denominação de Parnaíba, topônimo que surgiu segundo uns, do desejo dos primeiros exploradores do Piauí de homenagear o então distrito Paulista de Parnaíba, e, segundo outros, da palavra tupi que significa “grande rio não navegável”. Depois de 1761, iniciou-se o seu desenvolvimento. Funcionava, por essa época no local, uma charqueada de propriedade de Domingos Dias da Silva, português, fundador do Porto das Barcas e que foi o pioneiro da região, principalmente nos setores comercial e agrícola. O Governador da Província, Coronel João Pereira Caldas, instalou em 1762 o Município, que recebeu a denominação de São João da Parnaíba, com sede no lugarejo de Testa Branca. A localização da Sede Municipal em Testa Branca não agradou à população do lugar, que apelou para o Governador, não sendo atendida. Apesar das recomendações oficiais, o povo abandonou Testa Branca, passando a residir em Porto das Barcas. Finalmente, em 1770, no Governo de Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, foi atendida a antiga pretenção.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Parnaíba, pela resolução régia de 25-09-1801. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Parnaíba, pela provisão régia de 19-06-1761, sede na antiga povoação de Testa Branca. Instalado em 18-08-1762. Elevada à condição de cidade com a denominação de Parnaíba, pela resolução provincial nº 166, de 16-08-1844. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituída do distrito sede. Pelo decreto estadual nº 1279, de 26-06-1931, o município de Parnaíba adquiriu o extinto município de Amarrão. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituido de 2 distritos: Parnaíba e Amarração. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937 o município é constituído do 2 distritos Parnaíba e Luiz Correia. Pelo decreto-lei estadual nº 6, de 04-09-1935, o distrito de Amarração passou a denominar-se Luiz Correia. Pelo decreto estadual nº 147, de 15-12-11938, desmembra do município de Parnaíba o distrito de Luiz Correia. Elevado à categoria de município. No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído do distrito sede. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.
Valença do Piauí

População 2010 – 20.326
Área da unidade territorial (Km²) * – 1.334,623
Densidade demográfica (hab/Km²) – 15,23
Gentílico – valenciano
Histórico
Valença do Piauí foi, em sua origem, uma aldeia de índios Aroazes que recebeu posteriormente o nome de Catinguinha. No início do século XVIII, alguns Jesuítas se estabeleceram nas proximidades da nascente do rio Tabua, com o fim de catequizar os gentios; levantaram, com o auxílio dos indígenas, algumas choupanas e iniciaram a construção de um gingantesco templo de pedras, do qual há ainda indícios. Em 1740, o Bispo do Maranhão D. Frei Manoel da Curz, sabedor de que aquela povoação vinha de desenvolvendo-se consideravelmente, criou nela uma ferguesia sob o cargo de Nossa Senhora da Conceição, tendo como sede o local denominado Aroazes, hoje povoado com este nome.
Formação Administrativa
Elevado à categoria de vila com a denominação de Valença, por carta régia de 19-06-1761. Sede na povoação de Valença. Instalado em 20-09-1762. Elevado à condição de cidade com a denominação de Valença, pelo decreto nº 3, de 30-121889. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 754, de 30-12-1943, o município de Valença passou a denominar-se Berlengas. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município o já denominado Berlengas é constituído do distrito sede. Pela lei estadual nº 128, de 26-07-1948, o município de Berlengas passou a denominar-se Valença do Piauí. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município já denominado Valença do Piauí é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. Alterações toponímicas municipais Valença para Berlengas alterado, pelo decreto-lei estadual nº 754, de 30-12-1943. Berlengas para Valença do Piauí alterado pela lei estadual nº 128, de 26-07-1948.

Diego Albert

1 Comment

  • O portal tribunadebarras.com está de parabéns por nos brindar com informações preciosas como estas acima. Eu, valenciana que sou, agradeço à tribuna, na pessoa de Reinaldo Barros Torres, nome importantíssimo da Terra de Marataoan, pela referência feita à minha Valença.

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