Polícia prende famosos que roubavam energia em condomínio de luxo de Teresina

 Polícia prende famosos que roubavam energia em condomínio de luxo de Teresina
Portaria da entrada do Condomínio Fazenda Real
10 pessoas foram presas por furto de energia na ‘Operação Real’, deflagrada pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) e a Eletrobras Piauí. As prisões foram efetuadas desde esta terça-feira (25/04), onde um médico e um analista do Tribunal de Justiça foram presos no condomínio Gran Park, no bairro Morada do Sol, e nesta quarta-feira (26/04), onde outras oito pessoas foram presas no condomínio de luxo Fazenda Real, localizado na BR-343.
Na operação desta quarta, 30 policiais, 30 agentes de fiscalização e 20 de suporte e apoio, participaram da ação que tinha como objetivo verificar a denúncia de ligação clandestina em 15 residências, em todas foram constatadas irregularidades.
A lista inclui personalidades como a artista plástica Dora Parentes, o sobrinho do deputado federal Átila Lira, Alexandre Freitas Lira e Melo, médicos, contador, servidores públicos, filho de ex-prefeito, entre outros.
Todos foram conduzidos para a sede da Greco onde cada caso será analisado e podem ser liberados em caso de furto simples, após pagamento da fiança, outros devem permanecer presos por causa da gravidade do furto. Confira a seguir a lista dos 10 presos:
Bernardo José de Araújo Barros
Carlos Antônio Mota
Cristina Gardênia Modesto de Carvalho Moura
Doralice Andrade Parentes
Ebano França de Noronha Pessoa
Edson Dias Albuquerque 
Alexandre Freitas Lira e Melo
Isabel Cristina de Paula Oliveira
Romário Alves Marinho
Rui de Sousa Rodrigues
O número de presos pode aumentar, tendo em vista que nem todos os proprietários estavam em suas residências na hora da fiscalização. Nas casas não havia medidor e o consumo de energia foi feito livremente por meses. Foi contatado também que toda iluminação do condomínio era feito em ligação direta, sem passar por um medidor.
A Eletrobrás calcula que 30% da energia que sai da distribuidora é perdida, 13% por falhas técnicas e 17% por fraudes e desvios, quem somam um prejuízo de R$ 120 milhões.

Diego Albert

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