As famílias piauienses gastaram, em média, R$ 2.428,64 por mês entre 2017 e 2018. Desse total, apenas 5% vai para cultura, é o que revelam os dados divulgados nesta sexta-feira (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Com esse valor, o Piauí é o segundo estado brasileiro onde menos se gasta com cultura (R$ 124), atrás apenas de Alagoas (R$ 119,66).

Dos R$ 124 gastos com cultura pelas famílias piauienses, a maior parte (R$ 77) vai para assinaturas de TVs e internet. Outros R$ 19,22 vai para aquisição de equipamentos e R$ 13,50 para lazer e festas.

De acordo com o IBGE, o Piauí tem 1,017 milhão de famílias, com uma média de 3,2 pessoas.

O principal gasto dos piauienses é com alimentação, que representa 26,6% do total, ou R$ 647,17. Em segundo lugar vem habitação, cujo gasto é de R$ 637,47, ou 26,24%. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

Tabela produzida pela coluna Economia & Negócios, com informações do IBGE

O gasto das famílias brasileiras somaram R$ 3.764,51. O gasto das famílias brasileiras é, portanto, apenas 64,5% da média nacional. No país, a média de gastos das famílias com cultura é R$ 282,86.

Setor cultural

O setor cultural piauiense vem perdendo verba de incentivo. Em 2011, o Piauí havia captado, segundo o IBGE, R$ 3 milhões para projetos voltados para cultura. Em 2018, sete anos depois, esse valor caiu para menos da metade (R$ 1,49 milhão) e representa apenas 0,1% de todo o valor captado nacionalmente. 

Mas não é para menos. A quantidade de projetos culturais apresentados também caiu. Eram 14 em 2011 e foi para 8 em 2018. 

Apesar disso, o total de pessoas ocupadas no setor cultural aumentou 45% em 10 anos. Em 2007, eram 5.844 assalariados no setor. Em 2017, esse número subiu para 8.473 trabalhadores. Foi a quinta maior alta do país, atrás apenas do crescimento registrado nos estados de Alagoas (65,9%), Roraima (63,8%), Paraíba (50,2%) e Maranhão (49,4%).

O salário pago para profissionais da cultura subiu de R$ 1.286 em 2007 para R$ 1.602 em 2017, uma alta de apenas 24,5% em 10 anos.