Em coletiva à imprensa, a Polícia Federal confirmou que foram presas 23 pessoas supostamente envolvidas na operação Topique, que investiga fraude em transporte escolar. Entre os presos estão servidores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e empresários.

A superintendente da Polícia Federal, Fabiana de Araújo Macedo, ressaltou em coletiva que não irá informar os nomes das empresas e dos presos envolvidos. Ela confirmou a prisão de 23 pessoas, sendo dois agentes públicos e o restante são empresários. Todos devem passar por exames de corpo de delito e depois encaminhados para o sistema prisional. A maioria das prisões ocorreram em Teresina.

A superintendente da Controladoria Geral da União no Piauí, Erika Lobo, explicou que a investigação começou em uma licitação em Campo Maior. A CGU está presente na operação porque os recursos eram do Governo Federal repassado para os municípios.

Erika Lobo explicou como ocorria a fraude: “a investigação verificou a fraude nas licitações para que uma empresa específica ganhasse a licitação. Depois, havia a subcontratação pela empresa, ela contratava terceiros para praticar o serviço, não sendo da empresa, e isso é indevido porque ele tinha que está registrado na empresa ganhadora. 60% do valor era a do serviço prestado, e 40% era superfaturado”.

Os carros das empresas de transporte e a folha de pagamento foram fiscalizados pela CGU.

O coordenador da Operação Topique, delegado da Polícia Federal, Leonardo Portela, aproveitou a coletiva para esclarecer que o princípio de incêndio ocorrido na semana passada na sede da Seduc não tem nenhum envolvimento com a Operação, “foi apenas uma coincidência”.

O delegado explicou que a organização criminosa era composta pelas 23 pessoas presas. Oito empresas de transporte participavam da fraude nas licitações, o que resultava no superfaturamento dos contratos.

À medida em que os investigados prestarem depoimentos, eles serão encaminhados para o exame de corpo de delito e direcionados ao sistema prisional.

Leonardo Portela também relatou que a fraude prejudicava também diretamente os alunos dos municípios, que eram transportados em veículos precários.

“O que observamos nas próprias imagens da CGU que eram carros sem a menor condição de prestar o serviço, eram carros precários, praticamente paus-de-araras”, destacou o delegado.

(*) Cidade Verde