Cesinha, Laércio, Matheus Rocha… não se espante se em algum (pouco) tempo, esses nomes sejam apresentados ao público piauiense em reportagens que apontem jogadores piauienses fazendo sucesso pelo Brasil e mundo a fora.

Assim como exemplos como Crislan, Rômulo, Jonas, Renê, Roberto Heuchayer e outros piauienses que hoje são realidades no esporte, vários outros jogadores, mais jovens e – ainda – não tão conhecidos, buscam o seu espaço com histórias diversas, mas sonhos parecidos.

Após saírem do Piauí sem sequer atuarem por clubes profissionais do estado, esses jogadores despontam para o futebol em outros estados, principalmente nas categorias de base de clubes grandes que garimpam talentos por todo o Brasil.

O primeiro exemplo desta reportagem é o meio-campista Cesinha.

Cesinha atuando pelo Internacional (Foto: Divulgação / Internacional S.C)

Aos 17 anos, Cesar Júnior, natural de Teresina, iniciou seus passos ainda nas quadras da AABB, de lá, partiu para o campo da associação e chegou ao Fluminense-PI. Após se destacar e ter uma rápida passagem pela categoria de base do River, Cesinha teve a oportunidade de se mudar para o Rio Grande do Sul, onde jogou pelo TAC.

Atuando pelo TAC, ele chamou atenção de clubes da elite do futebol brasileiro. Se transferiu para o Palmeiras, mas acabou voltando para o Rio Grande do Sul para jogar pelo Internacional, clube o qual é jogador atualmente.

Outro jogador que seguiu passos parecidos de Cesinha foi Matheus Rocha, lateral-direito de 19 anos.

Matheus Rocha é titular do Palmeiras na categoria Sub-20 (Foto: Divulgação / SEP)

Atualmente no Palmeiras, o teresinense Matheus Rocha começou sua carreira no futebol atuando na Escolinha do Sintufpi. Jogou na Escolinha do Toinho, no famoso Bariri, e chegou ao Fluminense-PI. De lá, ainda aos 14 anos, chegou a viajar para o Rio de Janeiro e para São Paulo, onde fez testes no Flamengo e no Santos. Mas foi no Sport, em 2014, onde ele se firmou.

Jogando pelo clube pernambucano, Matheus se destacou e chamou atenção do Palmeiras, onde assinou contrato e, por sua regularidade e segurança nas atuações, é titular do time Sub-20 em um dos principais times do futebol brasileiro.

Matheus e Cesinha ainda chegaram a atuar no futebol piauiense, mas a realidade dos atletas do estado não é bem assim. Boa parte dos jogadores “made in Piauí”, principalmente aqueles naturais do interior do estado, sequer atuam nos gramados piauienses, como por exemplo é o caso de Rômulo, atualmente no Flamengo, que saiu de Picos para atuar no Porto, de Pernambucano, e de lá ganhou o Brasil.

Seguindo essa linha está o atacante Laércio Silva, de 19 anos e natural de Simões, na região Sudeste do Piauí.

Laércio é jogador do Salgueiro-PE e está emprestado ao Cruzeiro (Foto: Divulgação / Cruzeiro)

Já com 17 anos, Laércio chegou ao Salgueiro, de Pernambuco, para atuar nas categorias de base. Com pouco tempo de clube, Laércio se destacou, assinou o seu primeiro contrato profissional em 2017 e foi integrado ao elenco do time para a temporada 2018.

Logo nos primeiros jogos do ano, Laércio se destacou. Atuando pelo Campeonato Pernambucano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil, o atacante chamou atenção do Cruzeiro, que procurou o empresário do jogador e o clube pernambucano para acertar sua transferência por empréstimo para o clube mineiro da Série A do Campeonato Brasileiro.

No Cruzeiro, Laércio é titular do time Sub-20 do clube que disputa as principais competições do Brasil.

Meta de títulos, Europa e ajudar a família

As histórias são diferentes, mas os planos são praticamente os mesmos. Perguntados separadamente sobre quais os seus respectivos planos para o futuro, os três atletas foram idênticos nas respostas: conquistar títulos, jogar na Europa e ajudar a sua família.

“Quero conquistar grandes títulos com o Palmeiras, clube onde estou, estrear no time profissional e quem sabe um dia chegar na Europa. Através disso, dar uma boa condição de vida para a minha família”, diz Matheus Rocha.

“Meu sonho dentro de futebol é jogar uma Copa do Mundo pela seleção brasileira. E fora dele, quero fazer uma instituição beneficente para ajudar os necessitados”, declara Cesinha.

“Quero um dia poder jogar em um grande clube da Europa, atuar em uma Champions League, e com isso ajudar meus pais, minha família e também as pessoas que precisam de ajuda”, diz Laércio.

Assim como Cesinha, Matheus Rocha e Laércio, o Piauí tem vários outros craques ainda não conhecidos espalhados pelo Brasil e, ainda mais craques escondidos em campos de várzea na capital e no interior do estado. Jogadores que não tem tantas oportunidades para demonstrar e desenvolver o seu potencial, mas que, movidos pelo sonhos do esporte e pelo desejo de melhorias de vida, multiplicam-se dentro dos campos.

(*) Publicação original do Portal O Estado