Numa competição onde os adversários foram apenas “coadjuvantes” no torneio, o Fluminense Esporte Clube passou por cima de todos como um rolo compressor, esmagando e sem dar oportunidade de reação. A última vítima (na final), foi o River Atlético Clube, até então invicto, aliás, invicto desde o Estadual Sub-19 de 2016; tetra-campeão estadual (2015/2016/2017/2018). Mas o poderoso Galo também não teve forças para bater o Fluminense-PI.

O Fluminense Esporte Clube começou sua preparação para o Campeonato Piauiense Sub-19 de 2019 ainda em Setembro de 2018. Criou núcleos de futebol de base nas cidades piauienses de Barras, Piripiri, Joca Marques, Agricolândia, Água Branca, Aroazes, e foi destes núcleos que fez a fortaleza do seu imbatível time. A captaçao de atletas para ingressarem no time que disputou o Estadual foi essencial para chegar ao título. No comando técnico foi tirado o treinador José Ronaib Araújo e colocado Cláudio Alberto (ex-jogador da Ponte Preta-SP e River-PI), treinador novo, com pouca experiência, mas inovador e estudioso da função, o que fez grande diferença.

HISTÓRIA

Em 31 de Janeiro de 1938, alguns motoristas da capital do Piauí proporcionaram uma série de reuniões, em uma dessas nasceu o clube com o nome de Automóvel Esporte Clube. Somente em 05 de Janeiro de 1949, por sugestão de Belchior da Silva Barros, houve a mudança do nome do clube, de Automóvel, para Fluminense. Foi uma forma de atrair novos torcedores (simpatizantes do time carioca), e forçar uma rivalidade com outro clube, o Esporte Clube Flamengo, glorioso clube de Teresina. Começava, efetivamente, a presença do Fluminense Esporte Clube na história do futebol piauiense.

Ao longo de sua história, o Fluminense-PI foi Campeão Piauiense da Segunda Divisão em 1967, única vez que disputou uma competição com o time principal. Participou também de quatro edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior e mantém até 2019 o status de ser “o clube piauiense de melhor campanha numa Copa São Paulo”; mesmo – como os demais piauienses -, nunca ter passado para a segunda fase.

O Fluminense Esporte Clube não tem time profissional, como também não tem sede, não tem marca esportiva nos uniformes, tudo é feito na forma do improviso. Os muitos troféus conquistados com sua respeitada base, são guardados na sala da casa da mãe do ex-treinador José Ronaib Araújo (alguns colocados no próprio piso da sala). O time sempre levou a marca dos colchões Ônix na frenta das camisas, mas somente em 2019 a ajuda foi mais incisiva, pois o “dono” do clube, empresário João Vicente Claudino (do grupo empresarial mais rico do Piauí e terceiro mais rico do Nordeste), nunca deu muita importância ao “seu” Fluminense-PI… apenas dava as camisas para os atletas jogarem. A empresa de colchões Ônix é da família de João Vicente Claudino. Mas em 2019 foi diferente, o “abandonado” Fluminense-PI teve ajuda necessária e correspondeu mais uma vez dentro de campo, conquistando de forma invicta e merecida o título de campeão piauiense.

Como campeão o Fluzão do Piauí disputará em 2020 a Copa São Paulo de Futebol Junior, Copa do Nordeste Sub-20 e Copa do Brasil Sub-20. Este ano, sua base Sub-17, vice-campeã estadual de 2018, disputará ainda a Copa BH (em Belo Horizonte-MG), a Copa Água Branca de Futebol de Base (em Água Branca-PI) e o próprio Campeonato Piauiense Sub-17, organizado pela Federação de Futebol do Piauí.

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É CAMPEÃO! Com 1 a menos, Flu-PI derruba hegemonia do River e levanta taça do Piauiense sub-19
Fluminense-PI comemora o gol  — Foto: Stephanie Pacheco/GloboEsporte.com