O vice-presidente eleito do Brasil, General Hamilton Mourão, tem raízes no Piauí. Protagonista de polêmicas durante a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), é hoje peça fundamental do futuro governo e caso assuma o Planalto na ausência do capitão do Exército, pode ser o primeiro presidente com raízes familiares diretas no Piauí.

A origem do próximo vice-presidente vem da cidade de Pedro II, situada no norte do Estado. Lá nasceu o seu avô, que assim como seu pai, tem o mesmo nome, Antônio Hamilton Mourão. O piauiense estudou Direito em Recife-PE e depois foi morar no Amazonas. Com a carreira reconhecida, ele foi presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas em 1931, 1932, 1935, 1936, e 1941. Lá conheceu sua esposa e teve Antônio Hamilton Mourão, pai do vice-presidente de Bolsonaro. Os Mourão de Pedro II tem origem familiar inicial em Ipú, Estado do Ceará e de lá alguns membros da família migraram para Pedro II.

General Mourão nasceu em 1953 em Porto Alegre-RS e hoje, com 65 anos assume, uma função estratégica no futuro governo.

Trajetória do General Mourão

Ingressou no Exército em fevereiro de 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) onde, em 12 de dezembro de 1975, foi declarado aspirante-a-oficial da Arma de Artilharia. Em seguida obteve cursos de formação, de aperfeiçoamento, de altos estudos militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e do Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército, além dos cursos básico paraquedista, mestre de salto e salto livre, também possui o curso de guerra na selva.

Durante sua vida militar, foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, cumpriu Missão de Paz em Angola – UNAVEM III e foi adido militar na Embaixada do Brasil na Venezuela. Comandou o 27.° Grupo de Artilharia de Campanha em Ijuí (Rio Grande do Sul), a 2.ª Brigada de Infantaria de Selva em São Gabriel da Cachoeira (Amazonas), a 6.ª Divisão de Exército e o Comando Militar do Sul, estes últimos sediados em Porto Alegre.

Em 9 de dezembro de 2017, o general foi destituído de seu cargo como secretário de Economia e Finanças pelo Alto Comando do Exército. Na época, a sua destituição foi associada ao teor de suas declarações durante palestras que ministrava em Clubes do Exército ao redor do país, no entanto a assessoria do Exército Brasileiro não informou o real motivo para a destituição do general.
Deixou o serviço ativo em 28 de fevereiro de 2018, sendo transferido para a reserva remunerada. Filiou-se ao PRTB e ingressou na política, sendo candidato eleito à vice-presidência da República na chapa de Jair Bolsonaro, vencendo a eleição.

Hoje ele é um forte aliado de Bolsonaro, servindo como um verdadeiro ‘fiscal’ do período de transição, com visita à Petrobras, conhecendo empresa de mídia, teve reuniões com o mercado financeiro e investidores de transportes.

(*) Com informações do 180graus