Zagueiro do River faz gol contra aos 41 minutos do 2º tempo e o Parnahyba é campeão piauiense de 2013

 Zagueiro do River faz gol contra aos 41 minutos do 2º tempo e o  Parnahyba é campeão piauiense de 2013

Da ameaça de greve por conta dos salários atrasados a campeão da década. Em jogo dramático na tarde deste domingo (19), o Parnahyba arrancou um empate com o River em 2 a 2 nos últimos minutos e conquistou o bicampeonato piauiense de futebol. O resultado frustrou a torcida tricolor, que lotou o estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina (PI), esperando uma conquista do Galo. 

Fotos: Raoni Barbosa

O Parnahyba jogava pelo empate, mas saiu perdendo por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Kamar e Jeferson. O time azulino diminuiu logo no início do segundo tempo com Gilmar Bahia, que foi expulso mais tarde. Porém, um gol contra de Jó garantiu o 2 a 2, faltando menos de cinco minutos para o fim da partida.

O título garantiu ao Parnahyba a vaga para representar o Piauí na Série D do Campeonato Brasileiro de futebol a partir de junho e também na Copa do Brasil de 2014. Mais que isso, é o maior presente até agora no centenário azulino. O clube completou 100 anos de fundação no dia 1º de maio de 2013 e pouco pode comemorar por conta dos problemas financeiros.

Campeão em 2012, o Tubarão já havia ficado com a taça em 2004, 2005 e 2006. Cinco títulos estaduais nos últimos 10 anos.


(*) Imagens: Raoni Barbosa, Ramiro Pena, Reinaldo Barros Torres
O capitão Luciano recebe o troféu do título. Ele marcou o gol da vitória por 1 a 0 no primeiro jogo, em Parnaíba

Pedradas, hino e chute de miss
No dia 12, em Parnaíba, o atual campeão piauiense venceu por 1 a 0, resultado que o fez depender do empate na partida de volta, em Teresina, para conquistar o bi no ano do seu centenário. Com melhor campanha em todo o torneio, o River precisava vencer por qualquer placar para forçar a prorrogação, na qual dependia do empate para ficar com o título. 

Antes da partida, os azulinos reclamaram de agressão. O clube denunciou que teve o ônibus apedrejado de madrugada e ainda passou a noite em claro por conta de rojões soltos nas imediações do hotel onde se hospedou. A polícia chegou a ser acionada e dirigentes ameaçaram não disputar a decisão se faltasse segurança. 

Isac do Acordeon, de 10 anos, e o hino nacional

O River optou por reformular o uniforme branco. Adotou as listras vermelha e preta em diagonal, a exemplo do homônimo clube argentino. O Parnahyba estampou o tradicional azul. Cores que contrastavam com o gramado do Lindolfo Monteiro, manchado em diversos tons de verde e marrom. Os buracos confirmam que o estádio foi castigado pelo número de partidas ao longo do torneio. 

O hino nacional, em cumprimento a lei estadual, foi executado pelo garoto Isac do Acordeon, de 10 anos de idade. O talento já fez a mesma apresentação na visita da presidente Dilma Rousseff (PT), em Teresina no mês de janeiro, e no jogo entre Flamengo (PI) e Santos (SP), pela Copa do Brasil, no último abril. A Miss Teresina, Aline Machado, deu o ponta pé inicial. 


Primeiro tempo
Quem precisava atacar era o River, mas o primeiro lance de perigo foi do Parnahyba. Rian cruzou da esquerda aos 3 minutos e a bola atravessou toda a grande área, na frente do gol, sem que ninguém a tocasse. 

Aos 9 minutos, o alívio. Na cobrança de falta do River do lado esquerdo, a bola acertou a trave. Anderson Kamar pegou o rebote e abriu o placar para o tricolor: 1 a 0. 

O jogo aéreo tricolor rendeu outros dois lances de perigo. As cabeçadas passaram perto do gol. Aos 15 minutos, em cobrança de falta sofrida por Tiago Marabá, o chute de Tote passou perto do travessão. 

Aos 34min, o River quase marca. No cruzamento da esquerda, Kamar ficou quase deitado para cabecear. A bola saiu rente a trave. Dois minutos depois, a bola veio da direita para o mesmo atacante que, em frente ao goleiro, cabeceou para o chão e perdeu a chance de ampliar.

Um minuto depois, o Parnahyba mostrou que o Tubarão estava vivo. O rápido cruzamento da direita foi interceptado por Jó, que marcava Zé Rodrigues na pequena área e impediu o gol de empate. 

A partida era lá e cá. Logo aos 38min, Jeferson chutou com a perna esquerda no canto direito do goleiro Aranha, que falhou na defesa. O alambrado ficou pequeno para o riverino, que tirou o uniforme e ficou com a camisa da torcida organizada para comemorar. O ato rendeu cartão amarelo ao jogador.


Segundo tempo
O Parnahyba sabia que precisava marcar pelo menos um gol para pressionar o River e tentar o empate no tempo normal. Foi para cima logo aos dois minutos e quase reduziu a diferença, mas a cabeçada de Eridon não acertou a meta.

As investidas do Tubarão surtiram efeito. Aos 8 minutos, Rian cobrou falta do lado direito e Jeferson ainda tentou desviar de cabeça, mas Gilmar Bahia chegou na segunda trave e empurrou para o gol com a coxa: 2 a 1.

Gilmar Bahia comemora o gol que colocou o Tubarão de novo no jogo

O clima do jogo esquentou. O árbitro Antonio Dib Sousa teve que conter os ânimos e puniu com cartão amarelo Luciano e Ramon, ambos do Parnahyba, por faltas cometidas.

Aos 18 minutos, o empate saiu do cruzamento de Rian da esquerda e chegou aos pés do atacante Fabinho já na pequena área, mas o jogador chutou por cima do gol. Três minutos depois, o goleiro Robinho teve de espalmar chute de fora da área de Eridon. 

O time riverino começou a perder com a contusão do atacante Gabriel, que já substituía o titular e lesionado Maranhão. Sem opções, o técnico Edson Porto lançou o meia Isael no time, primeira alteração na partida. O Galo passava a pender para a defesa.

Paulo Moroni mudou depois. Tirou o atacante Zé Rodrigues e colocou Raiff na posição em busca do gol. O técnico não contava era com a falta de Gilmar Bahia em cima de Kamar, aos 37 minutos. Autor do gol do Tubarão, o zagueiro levou já havia tomado cartão amarelo em lance anterior e foi expulso. 

No entanto, quem tinha um a menos ganhou reforço do lado adversário. Aos 41 minutos, na cobrança de falta de Rian, Jó acabou fazendo contra e empatando a partida: 2 a 2. 


Moroni tirou o volante Luciano e colocou o zagueiro Marcos Gasolina para fechar o Tubarão. Já nos acréscimos, Barata entrou no lugar do atacante Fabinho. No River, Curiri foi para o lugar de Tiago Marabá tentar a última cartada. Mas não houve tempo para nada.

A renda da partida foi de R$ 57.690 para 4.424 torcedores pagantes, 458 não pagantes, 248 em serviço. Total de 5.128 pessoas no Lindolfo Monteiro. Só a minoria azul saiu feliz.



River 2 x 2 Parnahyba
Kamar (9′ 1T), Jeferson (39′ 1T), Gilmar Bahia (8′ 2T) e Jó (contra, 41′ 2T)

RIVER: Robinho; Tote, Aderaldo, Jó e Rodolfo; Célio, Neto, Jeferson e Tiago Marabá (Curiri); Kamar e Gabriel (Isael). Técnico: Edson Porto

PARNAHYBA: Aranha; Ivan, Eridon, Gilmar Bahia e Rian; Ramon, Idelvando, Luciano (Marcos Gasolina), e Capela; Zé Rodrigues (Raiff) e Fabinho (Barata). Técnico: Paulo Moroni.

Arbitragem: Antonio Dib Moraes Sousa, Thyago Costa Leitão e Edmilson Timóteo. 

Cartões amarelos: Jeferson (River), Ivan, Luciano, Ramon e Gilmar Bahia (Parnahyba).
Cartão vermelho: Gilmar Bahia (Parnahyba), segundo cartão amarelo por falta. 
(*) Fábio Lima, Cidade Verde


Abaixo mais fotos feitas por Ramiro Pena:



Mais informações acesse piauiesportes.futblog.com.br







O amor do torcedor por seus clubes







O presidente do River, Elizeu Aguiar, confirmou neste domingo (19) que irá questionar a legalidade do título do Parnahyba na Justiça Desportiva.

Elizeu Aguiar: “quando foi punido, o River pagou a multa. O Parnahyba teria que ter feito o mesmo antes de entrar em campo nas semifinais.
O presidente tricolor disse ter recebido informações sobre algumas pendências que o Parnahyba teve no que diz respeito a pena de multa imposta pelo TJD e que não teriam sido pagas em tempo hábil.

Alega Elizeu Aguiar que o Parnahyba fez alguns jogos do campeonato com o débito em aberto, o que é proibido pela Justiça Desportiva. “Vamos solicitar uma certidão do TJD referente à sessão em que o Parnahyba foi punido e, em seguida, uma certidão do setor financeiro da FFP em que seja comprovada a data do pagamento”.

Nos bastidores, o presidente do River tomou conhecimento de que referido débito, em torno de 1 mil reais, teria sido pago somente após o primeiro jogo das semifinais, com o Flamengo, e que o time parnaibano teria jogado irregular, pelo menos, uns dois ou três jogos. “O CBJD é muito claro neste aspecto. O time não pode jogar enquanto não pagar a multa. Quando o River foi punido, eu paguei imediatamente. Não é justo e nem legal que o Parnahyba tenha tido esse privilégio”.

O Jurídico do vice-campeão piauiense dará entrada em requerimento junto ao TJD ainda nesta segunda-feira. Se confirmada alguma irregularidade, o Tribunal de Justiça Desportiva será cionado para que o título do Parnahyba não tenha validade. No litoral, a diretoria do clube praiano se diz tranquila e só pensa em comemorar a conquista do bicampeonato no ano do centenário do clube.





Diego Albert

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