Nascido em 6 de Dezembro de 1925 na localidade Titária, região do Povoado Olinda, Município de José de Freitas-PI, Januário Manoel Ferreira, conhecido popularmente por “Ginú”, considerado “O Maior Desportista de Barras em Todos os Tempos”, faleceu em Barras-PI, onde morava, na madrugada deste dia santo de Quarta-feira de Cinzas, 26 de Fevereiro de 2020, aos 94 anos de idade. Era uma lenda viva do futebol do município de Barras, querido e respeitado por todas as camadas da sociedade barrense.

Cidadão Honorário de Barras, título que lhe foi concedido pela Câmara Municipal, projeto de autoria do vereador Osvaldo Alves da Silva, teve como seu orador oficial ao receber o título honorário na Câmara, o jornalista barrense Reinaldo Barros Torres, editor dos portais de notícia Tribuna do Nordeste e Mpiauí, repórter da TV Tribuna do Nordeste.

Ginú chegou a Barras no dia 28 de Julho de 1948 e desde então passou a trabalhar com escolinhas e times de futebol, fazendo com que esse esporte fosse mais difundido e tecnicamente aperfeiçoado na cidade.

Em sua terra natal, José de Freitas-PI, Januário Manoel Ferreira, que atuava como goleiro, defendeu as cores do Artístico Futebol Clube e do Cruzeiro Esporte Clube.

Chegando a Barras logo vestiu a camisa nº 1 da Seleção de Barras, disputando vários Torneios Intermunicipais promovidos pela APCDEP – Associação Piauiense de Cronistas Desportivos. Mas ele não atuou somente como goleiro, de  1951 a 1966, jogou como  zagueiro e lateral-direito nos dois principais times de Barras à época: o São Cristóvão e o Boa Vista.

Abandonando a carreira de jogador de futebol em 22 de Novembro de 1966, no jogo Seleção de Barras 3×0 Seleção de Piracuruca, quando foi considerado o melhor jogador em campo, de 1967 a 2003, Ginú passou a ser treinador de futebol, formando algumas escolinhas em Barras e treinando a Seleção de Barras quando esta participava de Torneios Intermunicipais.

Como treinador de futebol, suas principais conquistas foram: o Campeonato Intermunicipal de 1969, contra a Seleção de Valença do Piauí, um dos títulos que o consagrou e o apresentou ao futebol do Piauí.  O título do Campeonato Intermunicipal de 1995, por Cabeceiras do Piaui,  contra Barras na final, foi para ele um título de campeão memorável. Conquistou ainda como técnico de futebol, três títulos do  Copão Rural de Barras.

ABANDONO E INGRATIDÃO

Barbeiro por profissão, Januário Manoel Ferreira vivia atualmente com problemas físicos que limitavam sua locomoção, sobrevivendo com uma pacata aposentadoria paga pelo INSS e em muitas das vezes com a ajuda dos “amigos da bola”.

Esquecido pelas autoridades de Barras, que historicamente não valorizam ou até desvalorizam quem faz coisas boas pela cidade ou leva seu nome além fronteiras, Ginú envelheceu e morreu com o tempo… sua história agora continuará a ser contada pelos esportistas, desportistas, jornalistas, historiadores, para que as gerações futuras não possam esquecê-lo e esquecer tudo de bom que fez. Nome de uma rua, uma avenida na cidade… Ginú não era político partidário, era um cidadão político, comum e com serviços prestados… não deverá ser lembrado com uma honraria dessa.

Vá lá “Seu Ginú” – como era mais conhecido -, abrace o Céu, corra sobre as nuvens, se encontre… e se reencontre… agora você é cidadão do mundo, do universo eterno de Deus Pai Todo Poderoso.

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Tribuna do Nordeste