Se a ideia da oposição, em parceria com a grande mídia, era criar um factoide visando enfraquecer a imagem do presidente Bolsonaro, associando o seu nome ao caso Marielle Franco, o tiro definitivamente saiu pela culatra.

Há muitas maneiras do ponto de vista legal para averiguar a culpabilidade de uma pessoa acerca de algo, e uma das principais é avaliando o discurso do próprio acusado. Neste sentido, o desabafo de Bolsonaro nas redes sociais cumpriu mais do que o objetivo de se defender dos factoides criados contra ele sobre o caso da vereadora assassinada no Rio de Janeiro.

Com palavras e expressões espontâneas, falando exatamente pelo modo como ficou nacionalmente conhecido: direto, curto e sem preocupações com o politicamente correto, Bolsonaro não apenas apresentou provas de que a citação do seu nome no caso Marielle é infundada, como conseguiu despertar a indignação da população contra a oposição, provocando uma reação em massa de apoio ao seu governo.

A rapidez com que o presidente da República veio a público, em plena Arábia Saudita (durante a madrugada), é mais um indício para os intérpretes mais atentos, de que Bolsonaro foi sincero em suas palavras. Uma pessoa que possui “culpa no cartório” não tende a reagir de forma impulsiva e natural, mas sim meticulosa, previamente estudada, depois de ouvir conselheiros, advogados, etc. Pela forma como conduziu o assunto, o “Mito” não fez nada disso.

Sair do “controle” não é algo necessariamente ruim. Com isso Bolsonaro mostrou que apesar de ser o presidente da República, ele continua sendo a mesma pessoa de antes. O clima ao final do seu desabafo foi de ressurgimento do mesmo sentimento patriótico que tomou conta da maior parte do Brasil em 2018.

Implicitamente, Bolsonaro fez um clamor para a nação. Seu desabafo não foi apenas uma defesa de si, mas do Brasil, que desde o início do seu mandato é bombardeado por uma oposição que não está interessada em contribuir para o crescimento do País, mas tão somente em tomar o poder.

Em um cenário de ameaças às conquistas da Lava Jato, desconfiança judicial contra a mais alta Corte do País (o STF), possível ataque ecoterrorista ao Brasil com derramamento de óleo nas praias do Nordeste e ateamento de fogo na Amazônia, manifestações organizadas pela esquerda na América do Sul, com o apoio da ditadura venezuelana, o discurso de Bolsonaro foi na contramão de tudo isso, podendo inspirar milhões em apoio ao seu governo, incluindo pessoas antes duvidosas.

Se esta análise estiver correta, veremos nos próximos dias o fortalecimento do governo Bolsonaro, e isso ficará visível nas ruas e na reação da população contra os seus opositores, em particular contra a rede Globo, que certamente perderá boa parte do seu principal patrimônio: a audiência!

(*) Will R. Filho