O prefeito Firmino Filho (PSDB) apresentou a oitava etapa da pesquisa sorológica realizada em Teresina e revelou que existe crescimento nos dados epidemiológicos, mas a evolução da curva de transmissão do vírus apresenta uma tendência de achatamento.  Veja a pesquisa aqui

Apesar dos indicadores, o prefeito avalia que ainda não seria o momento de retomada das atividades econômicas em Teresina. Segundo ele, essa é uma orientação do Comitê Covid-19. 

Na primeira etapa da pesquisa, o  crescimento foi de 59%. Na sétima etapa ficou em 44% e na oitava etapa, realizada no último final de semana, encontra-se em  31%. Segundo o prefeito, isso mostra que a fase mais crítica da doença encontra-se perto do fim. 

O total de casos positivados seriam 94 mil. Isso representa uma subnotificação 41 vezes maior que os dados oficiais. 

“A doença ainda continua crescendo em Teresina. Os dados mostram que tem crescimento significativos. Mas em taxa é cada vez menor. Indica que estamos perto de uma reversão do quadro. Provavelmente, a fase de crescimento explosivo pode já ter passado. Os dados dão essa indução”, afirma o prefeito. 

Outro dado positivo é que existe a previsão da prefeitura de que ainda no mês de junho, Teresina apresente um crescimento de 130 novos leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTIs). 

O ideal considerado pela prefeitura é que Teresina tenha uma taxa de leitos livres em torno de 30%. A quantidade de UTIs é um dos sete critérios observados pelo prefeito para a reabertura das atividades econômicas. 

“A prefeitura tem feito esse trabalho de aumentar os leitos. Recebemos respiradores, mas tem a espera pela montagem das UTIs. Acreditamos que ainda em junho poderemos ter um acréscimo de 130 novos leitos’, afirmou. 

Para Firmino, apesar do dados positivos, a taxa de transmissibilidade seria fator para manter o isolamento social e as atividades paralisadas. As pesquisas mostram que a taxa de transmissibilidade do coronavírus é de 1.09 na capital. O ideal é que ela fique abaixo de 1. 

O prefeito chegou a afirmar que  seria irresponsável falar em reabertura, enquanto o crescimento da doença não estiver estabilizado. 

“O zero ainda continua maio que 1. A doença continua a crescer. Estamos na fase de expansão da doença. Enquanto a doença não estiver estabilizada, não vamos abrir. Isso é apagar fogo com gasolina. Seria irresponsável. Se estamos na fase de ascensão da curva é algo temerário fazer qualquer processo de abertura”, destacou.

Tribuna do Nordeste