O Comando Geral da Polícia Militar do Piauí baixou uma portaria polêmica este mês. Assinada pelo comandante-geral coronel Lindomar Castilho, o documento proíbe que policiais militares opinem sobre assuntos político-partidários na imprensa e em “mídias gerais”. 

A portaria, segundo justificativa do comandante-geral, atende à necessidade de “estabelecer critérios da padronização da conduta dos policiais militares”. 

Em seu artigo 11, a portaria proíbe os policiais militares de fazerem referência, comentar ou opinar, pela imprensa e mídia em geral, sobre assuntos político-partidários.

O documento prevê também que os militares só poderão dar entrevistas ou participarem de debates, em quaisquer veículos de comunicação, se tiverem autorização expressa do comandante-geral e orientação repassada pela Diretoria de Comunicação Social da PM-PI.

A portaria ainda proíbe que policiais sirvam, ajam ou atuem como repórter de imprensa ou mídia em geral. Também ficam proibidos de transportarem jornalistas e/ou equipe de reportagens em viaturas, embarcações ou aeronaves da PM, sob qualquer pretexto.

As regras atingem em cheio alguns policiais “influencers” com intenções de disputar eleição. Os militares ficam proibidos de vincular, promover ou associar a imagem da Polícia Militar com a finalidade de colocar em evidência sua imagem pessoal perante a imprensa, mídias de caráter geral ou em redes sociais. O objetivo é impedir a autopromoção.

Também está proibido que policiais militares permitam a realização de filmagens ou fotografias no interior de viaturas, Organizações Policiais Militares ou quaisquer outros locais sob administração, guarda ou tutela da Polícia Militar do Piauí. 

Quem descumprir as regras da portaria poderá ser alvo da instauração de processo e/ou procedimento pela Corregedoria da PM-PI, visando à apuração da responsabilização pessoal.

Tribuna do Nordeste