A defesa do ex-presidente Michel Temer tenta evitar o depoimento previsto para esta sexta-feira, 22 de Março de 2019, na sede da superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde está preso de forma preventiva (sem julgamento e por prazo indeterminado) desde as 18h40min desta quinta-feira (21).

Até o meio-dia, ele ainda não havia dado depoimento, que estava marcado inicialmente para o horário da manhã, segundo o ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun (MDB-RS) um dos seus mais fiéis escudeiros, que o visitou no fim da noite e na manhã desta sexta.

A defesa afirma que, até o fim da noite, a polícia não havia avisado que haveria depoimento e alega que ainda não há um inquérito instaurado, mas apenas uma representação do Ministério Público Federal. Um inquérito, no entanto, foi sim aberto.
O ex-ministro Wellington Moreira Franco e o coronel João Baptista Lima, presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), unidade gerida pela Polícia Militar do Rio em Niterói, na região metropolitana da capital, se deslocaram à unidade para depor. O advogado de Moreira, Antônio Pitombo, também tenta evitar o depoimento.