A onda de ataques a ônibus, veículos menores e imóveis continua se expandindo por Minas Gerais e já atingiu mais de 30 cidades entre terça-feira e a manhã desta quarta. Os últimos casos foram registrados no Sul de Minas e novamente na Grande Belo Horizonte.

As polícias Militar e Civil, com o apoio da Polícia Federal, investigam a origem dos crimes, mas mantêm as apurações em sigilo. Já foram detidas 47 pessoas. No Sul do estado, a PM prendeu dois acusados de serem mandantes de atentados. A investigação aponta ação coordenada por organização criminosa de atuação nacional, devido à pressão sobre presos ligados a ela nas penitenciárias mineiras.

O governador Fernando Pimentel disse que o estado paga o preço por ter sistema prisional mais rigoroso que o restante do país. Mas avisa: “Não vamos transigir com nossa política carcerária”. Além do empenho de todo o efetivo policial para tentar conter os ataques, com PMs à paisana nos ônibus das cidades mais visadas, está sendo estudada a transferência de presidiários de outros estados integrantes de facções criminosas para o sistema federal.

Por volta das 21 horas de ontem, 5 de Junho de 2018, dois ônibus que faziam transporte de estudantes foram incendiados no pátio de uma escola na Rua João Vilela Rezende, centro da cidade de São Bento do Abade (Veja vídeo abaixo). Um taxista de 41 anos, já conhecido da polícia, foi preso suspeito de envolvimento nos crimes. Ele foi localizado em um posto médico depois que seu veículo capotou na LMG-862. Segundo a PM, na versão do taxista, ele foi abordado em Três Corações e obrigado a dirigir para quatro criminosos que estavam armados e com galões de combustível.

Após uma tentativa frustrada de queimar um ônibus no Bairro Cinturão Verde, um dos homens mandou o taxista dirigir até São Bento do Abade, onde incendiaram os escolares ao encontrar o portão da escola aberto. Um terceiro veículo foi parcialmente atingido pelas chamas. Em seguida, eles entraram no táxi e seguiram em alta velocidade para Três Corações e, no caminho, houve a capotagem.

Os homens que estavam no carro fugiram para um cafezal e não foram localizados. Ainda de acordo com a PM, o taxista conseguiu identificar três dos quatro envolvidos, que têm idades entre 17 e 18 anos, mas eles não foram localizados.  O suspeito foi levado para a delegacia e as buscas continuam