No ano de 2017 a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe registrou 154 mortes de queda no Estado de Sergipe, desse total 90 eram homens. Somando as 22 vítimas, de Janeiro a 7 de Março deste ano, o número chega a 176. Especialistas dizem que as mortes por quedas também tem relação com o envelhecimento.

A representante comercial, Carla Santanna, conta que a avó de 73 anos morreu vítima de queda. “Ela sempre foi ativa. Nos últimos tempos estava sentindo tonturas sendo que algumas coisas caiam da mão dela, mas nas pernas não percebemos nada. Até que ela caiu no banheiro, enquanto tomava banho. Levamos ao hospital, ela fez cirurgia, teve que voltar a ser internada e acabou pegando uma infecção e infelizmente morreu”, conta.

Estatísticas da Sociedade Brasileira de Ortopedia estimam que, no Brasil, cerca 30% das pessoas com mais de 65 anos de idade, vão cair pelo menos uma vez por ano. Envelhecimento associado a doenças ósseas, como a osteoporose, e as lesões no sistema vestibular podem contribuir com as quedas.

De acordo com os especialistas, após os 50 anos de idade, o nosso organismo fica mais frágil. “Todas as partes do nosso corpo envelhecem, assim como o órgão do equilíbrio, chamado labirinto. Com isso, as pessoas tendem a ter mais tonturas, e essas doenças relacionadas também podem causar as lesões no labirinto fazendo com o que as pessoas caiam mais”, explica a Explica a fonoaudióloga, Jacqueline Pitanga.

Ainda segunda a fonoaudióloga, no idoso é possível tratar o envelhecimento vestibular através de uma reabilitação do equilíbrio com um fonoaudiólogo, com o objetivo de prevenir as quedas, dar maior equilíbrio e melhorar o andar.

(*) Com informações do G1/SE