Made in povo, made in mídia…

 Made in povo, made in mídia…

As turbas da Mídia Nacional são mais do que de mármore, são de mercadores de ilusão. É tão somente um trescalar laborioso e efêmero que a argamassa a amolda na pressão dos dedos no controle remoto que é capaz de desviar rapidamente. Era fácil dar-lhes uma fisionomia ao cantor Michel Teló e deram-lha.
Os olhos da sociedade brasileira foram rasgados para verem em segundos as inconveniências do sexo explícito e até o singular fato de uma grávida que deu luz aos quatro cantos do país uma vergonha nacional, uma mentira continental. É a autocracia absoluta da mídia produzindo ídolos de quinze minutos e conseguiram fazê-lo.
Habituaram a platéia brasileira nos lares e elas esqueceram as distâncias que gravitam entre o pudor e a moral e isto se tornou um círculo vicioso. Esqueceu-se de si mesmas diante da televisão, assim abobados diante do erotismo televisivo; e os czares da mídia monopolista brasileira lisonjeiam-lhes diante da ilusão com esse manjar exclusivo que deitam à mesa pública com a cultura do “aí se eu te pego” e pegaram mesmo debaixo do edredom do BBB12.

Michel Teló tem as mãos, ou melhor, a voz cheia de talento para o astrológico e se do grupo do BBB12 alguns não descerem aos derradeiros degraus da imoralidade, a espera do prêmio pode ser cancelado. Ainda bem que a semana passada, passou. Nada! As tentativas nascem pelo esforço sobre-humano de alguma inteligência onipotente com padrão a toda semana.
Isso não é novidade e é o conhecido ‘panis et circenses’ com que a Roma Antiga brindava o seu povo, — hoje a mídia nos brinda diariamente. Mas passa, depois de assinalar um sacrifício social do esquecimento, do efêmero e mais nada!
E, de feito do povo brasileiro e não é mau este proceder diante dos fatos insignificantes. Para o primeiro mundo é uma mina ao estrangeiro, há sempre que tomar à mão; e essas inteligências efêmeras nada mais são do que máquinas dispostas às vontades e conveniências especulativas do mercado de marketing.
Daqui a mais um tempo veremos outro nascimento prematuro de celebridade ou de entidade cultural: Ainda mais essa de entidade cultural, entidade cultural sim, pois são como encostos ruins, logo são retirados por pai de santo! Dessa deficiência de celebridades instantâneas estamos fartos.  Pelo lado da mídia social deixa de ser uma reprodução da vida virtual para vigorar na esfera do social.
O leitor crítico logo resolverá em pouco tempo essa equação. Porque o conceito racional desses ídolos de momentos, assim como saíram do ventre sem entranhas próprias, com o tempo irá procurar pelo povo com outra face, outro rótulo e em outro colo sem selo do Inmetro. O problema maior do nosso povo é que os nossos grandes problemas sociais são deixados de lado, esquecido no esquecimento que se faz ao esquecer. Fazem isso não sei se intencional ou por ignorância mesmo.
O Brasil deveria buscar a discussão de assuntos de mais importância. Nossa população perde a unidade, a ética, a moral. A vanguarda é copiar esses ídolos estéreis. E não para por aí. A verdade é que a mídia nacional brinca com os brasileiros e ver até graça nisso. É até verdade que esses respiradouros humanos são lançados ás multidões ignorantes como subprodutos made in povo, made in mídia e no fundo são fétidos.
De um lado o BBB12 e Michel Teló, do outro uma grávida farsante e uma Luiza produto das redes sociais, que logo sumirão aos olhos da massa, pois o privilégio desses ídolos confeccionados como obra da noite para o dia e transformados em ídolos made in Mídia no futuro serão censurados naturalmente. O Fiat lux da mídia do sul do país é que pensam que o brasileiro tem idéias que se abalroam, é por isso que nos castra o raciocínio dedutivo e indutivo e até lutam para nos adormecer; em face do que o homem assiste;
Nossa sociedade é viva, se move, se levanta, fala, ver e escuta e aí de deduzir a verdade, que a mídia nacional colhem por meio da imposição e cega-nos. Devemos reclamar? Nada! Ás vezes, temos medo da verdade. Temos medo da luz da razão e cumpre assinalar como objetivo desse texto, a  ética do nosso povo frente aos ídolos de momento que nos arrastam como tsunami, por isso precisamos da iniciativa de uma visão mais critica com mais iniciativa do pensamento crítico.

Vai um CD pirata do Michel Teló aí! ou quem sabe uma camisa do BBB12 made in Paraguay?

(*) Joaquim Neto Ferreira, escritor barrense
Fotos: retiradas de uma campanha no Facebook contra a degradação moral da mulher brasileira.

Diego Albert

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