O jornalista, advogado, escritor imortal da Academia Piauiense de Letras e Academia de Letras do Vale do Longá, Magno Pires Alves Filho, natural da cidade de Batalha-PI, lança neste Sábado, 15 de Dezembro de 2018 o livro ‘Tratamento Preferencial para o Piauí’.

Segundo o autor, o livro é uma edição atualizada de um outro trabalho de Magno publicado em 1978, que tratava sobre a política, e principalmente, economia do Piauí.

Na primeira edição da obra, o autor tentava confirmar a sua tese de que a matriz econômica do Piauí era a indústria. Já nesta nova parte do seu trabalho, Pires afirma que a matriz se diversificou no Sul do estado, nos Cerrados e Semiárido. Para ele, os destaques são a indústria, a energia eólica e solar, do gás de petróleo em Floriano e outros 54 municípios, do ferro de Paulistana, níquel de Coronel Gervásio de Oliveira, e do Platôs de Guadalupe.

O escritor ressalta ainda a melhoria do rebanho de gabo, bovinos e equinos. Segundo ele, a matriz econômica foi definida sem a intervenção do governo e de empresários, se tornando uma matriz independente.

“Essa matriz foi definida sem a interveniência de governo e de empresários piauienses. São raros empresários piauienses que fazem investimentos no Sul do estado. Eles preferem fazer em Teresina e ao Norte do Piauí. Por conta de quê? Porque falta os investimentos”.

“Mas o investidor sulista não foi se preocupar com os investimentos, hoje ele está se preocupando porque tem a produção para escoar. Ele foi na década de 70 e 80 para o Sul do Piauí e lá comprou as terras baratissimas, fez os investimentos e hoje estão produzindo 3,4 milhões de toneladas de soja, que é a maior produção do estado do Piauí”.

“Mas além disso, nós temos o algodão. Por exemplo, tem um plantio de algodão fabuloso, além do criatório de gado nelore de primeira linhagem. Nós temos os vários investimentos que são feitos na educação, lamentavelmente não correspondem aos grandes investimentos que estão sendo feitos nos Cerrados piauienses”.

Magno ainda lembra da carência de investimentos em infraestrutura física das estradas. Citou a inconclusão da Transcerrados e Transnordestina em Eliseu Martins.

“O Piauí só não é mais atrativo por conta da falta de estrutura. Os Cerrados não têm infraestrutura nenhuma e nada cresce sem estrada, sem ferrovia. Então o que está faltando lá é isso. Mas por quê? O Sul do estado tem pouca população, consequentemente, pouco eleitor e os políticos não se preocupam com os Cerrados, se preocupam de Floriano para cá”.

“Uma região que devia ter sido desenvolvida já é o litoral. Todos os estados do Nordeste, Rio Grande do Norte, Sergipe, Alagoas desenvolveram as suas áreas marítimas. O Piauí não foi desenvolvido ainda. Falta estrutura de estrada, energia e comunicação. O Piauí nunca vai ser atrativo de turismo, porque precisa ter a estrutura necessária. Por isso que lá continua atrasado e o Sul crescendo, se desenvolvendo. Vai crescer e vai se desenvolver”.

(*) 180graus