A ditadura civil é o que sobrou da ditadura civil-militar (1964-1984). É a consolidação, a legitimação do regime que fora gerado pelo golpe. 

Ditadura civil manteve medidas provisórias,política econômica com sucateamento interno, inflação falsa, mentira publicitária, miséria, violência.
Ditadura civil entrega instituições para a bandidagem, compra a mídia, manda matar desafetos, mantém corruptos e eterniza quadros políticos.
Ditadura civil escolhe os quadros políticos que se submetem ao voto útil, que é o voto de cabresto, e à urna eletrônica sem auditoria séria. 
Ditadura civil é laranja da indústria financeira especulativa internacional, monopolista e sangue-suga, que tunga a economia das nações. 
O truque da ditadura civil é nos convencer que derrotamos a tirania (do qual fazia parte), quando de fato ela se consolidou e se legitimou. 
A ilusão de que derrotamos o regime “militar” (a farda teve parte da culpa, não toda, e foi jogada de lado) é uma grande tragédia política. 
A corrupção é a lógica do sistema. Ela é que faz a ditadura civil funcionar. Os casos não são exceções ou desvios, são o coração do regime. 
Um sintoma óbvio de que houve continuidade da tirania é o caso das loterias, desde os anões do orçamento um escândalo sem solução. 
A manutenção de quados da tirania como Sarney, Delfim Neto e ACM é outro sinal óbvio de que não houve derrota da ditadura, mas vitória. 
As lutas populares apostaram tudo em estadistas que traíram as reivindicações e abraçaram o sistema da corrupção, num desfile de horrores. 
Mas não estamos numa democracia? Perguntam todos os dias. Não,mas na ditadura civil, desdobramento da ditadura civil-militar do golpe de 1964.
Ditadura civil foi implantada a partir do Consenso de Washington,que mudou o paradigma de dominação, livrando-se das tiranias da Guerra Fria 
Tanto faz o liberalismo ou o esquerdismo, o importante é manter o sistema de especulação desregulamentada, tirania da banca internacional. 
Perde-se tempo portanto com o debate ideológico em torno de nomes ou jargões. O buraco tem a ver com o fim das moedas e indústrias nacionais.
O que está no poder é um sistema que tem as economias nacionais na mão e manipula gentinha fazendo o papel de estadistas. 

Ditadura Militar
Ditadura militar, regime militar ou governo militar é uma forma de governo onde o poder político é efetivamente controlado por militares. Como qualquer ditadura ou regime, ela pode ser oficial ou não. Também existem formas mistas, onde o militar exerce uma influência muito forte, sem ser totalmente dominante. 
O típico regime militar na América Latina era governado por um governante de alta patente, chamado de caudilho. Em alguns casos um grupo composto por vários militares, uma junta militar, assumia o poder. Em qualquer caso, o líder da junta ou o único comandante pode muitas vezes pessoalmente assumir mandato como chefe de estado. 
No Oriente Médio e África, com mais frequência os governos militares passaram a ser liderados por um homem poderoso, que governa em autocracias. Líderes como Idi Amin, Sani Abacha, Muammar al-Gaddafi, e Gamal Abdel Nasser trabalhado para desenvolver um culto à personalidade e se tornou a face da nação dentro e fora dos seus países. 
A maior parte dos regimes militares são formados após um golpe de Estado derrubando o governo anterior. Um muito diferente do padrão que foi seguido por um regime político liderado por Saddam Hussein no Iraque e de Kim Il-sung no regime norte-coreano, sendo que ambos começaram como uma Estados de partido único, mas ao longo de sua existência seus dirigentes e os militares se tornaram intimamente envolvidos no governo. 
Inversamente, outros regimes militares prefereriram gradualmente restaurar importantes componentes do governo civil, enquanto o alto comandante militar mantém o poder político no poder executivo. No Paquistão, os generais Muhammad Zia-ul-Haq (1977-1988) e Pervez Musharraf (1999-2008) realizaram referendos para eleger singularidades próprias ao presidente do Paquistão para termos adicionais proibidos pela Constituição. 
No passado, regimes militares tinham justificado o seu governo como uma forma de trazer estabilidade política para a nação ou resgatá-lo das ameaças de “perigosas ideologias”, como a comunista. Na América Latina, a ameaça do comunismo foi frequentemente utilizada, enquanto que no Oriente Médio o desejo de se opôr a inimigos externos e mais tarde o fundamentalismo islâmico revelou um importante motivador para a implantação do regime. Os regimes militares tendem a apresentar-se como não-partidários, como um “neutro” partido que pode fornecer liderança provisória, em tempos de turbulências, e também tendem a retratar civis como políticos corruptos e ineficazes. Uma das características quase universais de um governo militar é a instituição da lei marcial ou um permanente estado de emergência. 
Embora haja exceções, regimes militares geralmente são criticados pelo pouco zelo pelos direitos humanos e usar todos os meios necessários para silenciar os adversários políticos, que são vistos como opositores. Às vezes, a ditadura militar faz a abertura política de forma espontânea ou é forçada a sair por convulsões sociais, em atividade ou em risco iminente. 
Regiões da América Latina, da África e o Oriente Médio foram as áreas comuns de regimes militares. Uma das razões para isso é o fato de que os militares tem frequentemente mais coesão e também estrutura institucional do que a maioria das instituições da sociedade civil. 
Os regimes militares podem ser comparadas com outras formas de governo. Por exemplo, na maioria dos atuais e históricos Estados comunistas, o centro do poder repousa entre civis e parte dos funcionários, e medidas de muito cuidado (como comissários políticos e freqüentes rotações) são tomadas para evitar o militar de exercer autoridade independentemente. 
Desde a década de 1990, os regimes militares tornaram-se menos comuns. Razões para isso podem incluir-se o fato de regimes militares já não terem muita legitimidade internacional, bem como o fato de muitas forças armadas estarem dispostas a não se envolver em disputas políticas. Além disso, com o anúncio da abertura política soviética (perestroika) e o posterior fim da Guerra Fria e o colapso da União Soviética, tornou mais difícil para os regimes militares obterem o apoio de países estrangeiros ou alegar, segundo alguns críticos do assunto, ameaça comunista.