PARNAÍBA (PI) – “O Piauí tem tudo para ser o segundo maior produtor de energia do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia”. É o que afirma o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luiz Gonzaga Paes Landim. Nesse contexto, a construção das barragens projetadas no Rio Parnaíba, o potencial eólico da região de Luís Correia, Paulistana e São João do Piauí, bem como a abundância de radiação solar despontam como grandes oportunidades de alavancar o setor.

Davi Santos e Daniel Santos
Segundo o gestor, a recém-criada pasta tem como um de seus principais objetivos fazer a conexão entre as empresas e o setor mineral e de energias renováveis, tais como a energia eólica, solar e a convencional. “Vamos recuperar o tempo perdido e tentar fazer articulações em prol do crescimento do setor energético, no sentido de agilizar e otimizar todo esse potencial que o Estado possui”, relata Luiz Gonzaga.
“Tem a nossa capacidade de produção de etanol, seja nos Platôs de Guadalupe, seja na região Centro-Norte, entre os rios Longá e o Poti, entre outras regiões para a produção de cana-de-açúcar”, enumera Luiz Gonzaga Paes Landim ao comentar que o objetivo do Governo ao criar a secretaria é fazer com que as riquezas sejam exploradas não só em benefício de quem as empreende, mas também em favor do povo piauiense.

AGREGAR VALORES POR MEIO DA INDUSTRIALIZAÇÃO:

Natan Santos

Além de incentivar a realização de pesquisas para mapear o potencial do setor mineral e cerâmico do Estado, o Governo do Estado pretende agregar valor aos produtos extraídos do Piauí. Ao invés de serem exportados in natura, os mesmos passarão por um processo de industrialização. “Temos uma das maiores reservas de minérios em Paulistana e estamos lutando para que seja instalado aqui um processo de pelotização e logo em seguida pelo processo de assearia elementar, produção de ferro gusa, bem como toda e qualquer forma de industrialização do mineral”, explica Luiz Gonzaga Paes Landim.

De acordo com Luiz Gonzaga, os chamados minerais metálicos (cobre, ferro e manganês) exigem grandes investimentos, realização de pesquisas e o envolvimento de grandes empresas. Por outro lado, em outros segmentos minerais, a presença do grande e pequeno minerador é de suma importância, gerando emprego e renda. Esse é o caso da cerâmica de Queima Vermelha com a produção de telhas e Queima Branca, para a produção de peças sanitárias. “Nesse caso, as pesquisas não tão caras e podem ser custeadas pelo pequeno e médio empresário”, completa o secretário.
(*) Edição e fotos: Daniel Santos, Davi Santos e Natan Santos, repórteres da tribunadebarras.com