Prefeito José Joaquim, de pé, em oratória.

O processo que pede a cassação do mandato do prefeito de Cabeceiras do Piauí, cidade da Região da Grande Barras, José Joaquim de Sousa Carvalho e de seu vice Benedito Afonso Ligório encontra-se na fase final.

O juiz relator do Recurso Contra Expedição de Diploma nº 565-19.2013.6.18.0000, Jorge da Costa Veloso, considerando que as provas requeridas e deferidas já foram devidamente produzidas nos autos, deu por encerrada a instrução processual e determinou a intimação das partes para, querendo, apresentarem alegações finais no prazo de dois dias.

O prefeito e o vice são acusados de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, ou seja, compra de votos.

Atualmente tramitam no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí 47 Recursos Contra Expedição de Diploma que visam à cassação de diplomas de prefeitos eleitos nas eleições 2012. A maioria dessas ações foram impetradas por candidatos ou Coligações em face de candidatos eleitos a prefeito e no caso de Cabeceiras a ação foi ajuizada pela Coligação “A VERDADEIRA MUDANÇA DE CABECEIRAS” composta pelos seguintes partidos PSB, PDT, DEM, PRB, PT, PSD, PR, PTC e PMDB.

Outro lado


Em contato com o prefeito, José Joaquim falou sobre a ação: “Todo mundo que perde eleição entra com ação. A denúncia que fizeram contra mim, eu não era nem candidato ainda. Eu sou médico-cirurgião e em janeiro de 2012, eu operei uma mulher, que foi comprada, deram dinheiro, deram uma casa alugada pra ela, cesta básica, ela foi comprada pra dizer que eu tinha pedido voto, mas, como se eu não era nem candidato ainda? A convenção que eu fui escolhido como candidato aconteceu no dia 23 de junho e minha candidatura foi registrada no dia 6 de julho. Durante a campanha eles entraram com esse mesmo processo e a juíza não aceitou. Esse candidato derrotado por mim foi prefeito três vezes, por 20 anos. Eu fiz a campanha com o povo”, disse o prefeito.

“Ganhei a eleição com 883 votos, e não precisei comprar ninguém, essa mulher da denúncia é uma paciente que eu operei em janeiro de 2012, e ela nem mora em Cabeceiras, ela mora em Barras e ela não votava em Cabeceiras, depois que eu a operei, fizeram ela mudar o título pra Cabeceiras. Me disseram que ela anda arrependida pelo que fez, por que não estão dando mais as coisas pra ela”, contou o prefeito.
(*) GP1