O economista barrense José Luís Costa Filho fez uma análise dos cem primeiros dias da administração do prefeito Edilson Sérvolo à frente da Prefeitura de Barras e o relato, segundo ele,  de um grande fracasso administrativo.
Imagem: ReproduçãoPrefeito de Barras Edilson Capote(Imagem:Reprodução)Prefeito de Barras Edilson Sérvolo

Abaixo, a análise do economista.

O fato que ficou claro para mim e para a maioria dos barrenses é que a atual administração não tinha plano de ação quando da campanha e que também começou o governo sem planejamento, ferramenta fundamental em qualquer gestão, seja ela pública ou privada. No caso da administração municipal, o planejamento, que é de quatro anos, deve prever onde nosso município estará com relação a políticas públicas, notadamente na área de Educação, Saúde e geração de emprego e renda no final desse período.

Barras nos últimos 30 anos, excetuando os anos de 2011 e 2012, foi administrada pelo grupo que atualmente está gerindo o destino da cidade, logo não podemos e não devemos creditar todas as mazelas da cidade à administração anterior, que reconheço deixou a desejar em alguns pontos. A maioria dos problemas que atravancam o desenvolvimento da nossa cidade são antigos e os administradores anteriores fazem parte da atual administração de forma direta, ocupando cargos, e indireta, prestando consultoria ao prefeito.
OBRAS
Então o que acontece com nossa cidade? Porque não temos Obras Estruturantes implantadas em Barras? Como exemplo podemos citar: mercado público moderno, matadouro municipal estruturado, aterro sanitário, pequeno parque industrial, tratamento de esgoto, hospital com resolutividade, etc.., investimento em educação, com pagamento decente, treinamento e qualificação dos professores, além da implantação de Instituto Federal de Educação, que eu particularmente tenho o desejo de um dia ser construído em Barras e lutarei por isso, pois aí sim, teremos nossos jovens formados a nível de ensino médio e em cursos profissionalizantes, além da formação em cursos superiores, passando esses formandos a serem os grandes atrativos do desenvolvimento de nossa cidade.
PLANEJAMENTO
Barras é uma das maiores cidades do estado e centraliza toda uma região, logo deve ser tratada por nossos administradores como uma ‘cidade grande’, com vocação natural para ser líder na região, mas essa liderança só se consolidará quando essas deficiências estruturais forem sanadas e para que isso aconteça é preciso planejamento. E primeira etapa de um bom planejamento é a montagem da equipe, e todos sabemos que equipe da atual gestão foi parcialmente nomeada sob a alegação de contenção de custos, mas logo em seguida a Prefeitura gastou quantia vultosa com a contratação de bandas para o carnaval e custeio de um time profissional de futebol.
Mas planejar também é definir o que é recurso para o custeio da máquina administrativa e o que é recurso para investimento e após a definição do quanto é possível investir, discutir com a sociedade organizada, quais as obras prioritárias. e aqui lanço um desafio em forma de questionamento: algum barrense sabe o quanto a Prefeitura tem previsto para investimento neste ano e nos próximos?
LICITAÇÃO
Uma das primeiras medidas do atual prefeito foi a edição de um decreto de calamidade pública sob alegação de caos administrativo. Passado mais de três meses, o decreto foi utilizado para contratar sem licitação escritórios de advocacia e contabilidade, e por coincidência os ditos escritórios faziam parte da assessoria do então candidato. Seria interessante a divulgação por parte da Prefeitura, de obras consideradas essenciais para o município, contratadas sob a égide do decreto de calamidade.
DESEMPREGO
O CAGED, que é o cadastro de empregados e desempregados no país, informa que no município de Barras, excluindo o serviço público, no acumulado do ano, o saldo positivo é de cinco empregados. Ou seja, nos primeiros três meses do ano o setor privado barrense gerou somente cinco empregos. Mas por que um número tão reduzido? No início do artigo falei da importância da geração de emprego e renda, Como a Prefeitura está assistindo o setor comercial, além dos pequenos produtores rurais, que são responsáveis pela maioria dessas contratações? Houve muitas promessas de emprego na campanha, mas na prática isso aconteceu para os familiares das principais lideranças que apoiaram o atual prefeito, que estão devidamente acomodados na Prefeitura e sem concurso.


(*) Com informações do Portal Longah.com