Delegado-geral James Guerra

TERESINA (PI) – O delegado geral da Polícia Civil do Piauí, James Guerra, afirmou que a decisão de
afirmar se a morte da estudante de Direito filha da cidade de Barras, Fernanda Lages Veras, 19 anos, ocorrida no
dia 25 de agosto de 2011, foi suicídio ou homicídio, sem apontar a autoria, é exclusiva
do presidente do inquérito Paulo Nogueira, da Cico (Comissão Investigadora do
Crime Organizado). “Não vou falar com delegado nenhum para mudar relatório”, declarou James
Guerra.

A tendência de Paulo Nogueira e dos delegados da Cico é que se os exames de
DNA feitos no Instituto de Polícia Científica da Paraíba apontarem se o sangue
encontrado no sexto pavimento do Prédio da Procuradoria da República do Piauí,
onde Fernanda Lages morreu, é de algum operário da obra, que se feriu ou deixou
sangrar o nariz, é concluir que a estudante cometeu suicídio.

Paulo Nogueira e os delegados da Cico, porém, poderão concluir que foi
homicídio se o sangue encontrado no parapeito for de uma das 19 pessoas que
colheram o DNA porque estão de alguma forma relacionadas com Fernanda Lages.
Neste caso, esses exames que serão recebidos na segunda ou terça-feira vão
apontar se o sangue é da pessoa que matou Fernanda Lages ou de outra pessoa que
ainda precisa ser averiguada se matou ou não a estudante.

Caso esse sangue seja de uma pessoa que não tenha nada a ver com o a morte, a
Cico apontará que houve homicídio, mas sem autoria definida.

James Guerra informou que o médico Antônio Nunes, do IML (Instituto Médico
Legal), viajará neste domingo para a Paraíba para agilizar e receber o resultado
dos exames de sangue e DNA para que sejam comparados com dos eventuais suspeitos
ou que forma citados durante as investigações da morte de Fernanda Lages.

James Guerra disse que pessoalmente não sabe manifestar uma posição se
Fernanda morreu por suicídio ou homicídio. Ele acha que essa conclusão tem que
ser feita pelo delegado Paulo Nogueira, interpretando os laudos cadavérico, do
local da morte e também as informações colhidas durante todo o processo de
investigação.

“O resultado do exame do sangue encontrado no prédio pode ser determinante
para a conclusão do inquérito”, falou James Guerra. 

(*) Efrém Ribeiro, Meio Norte