Leia esse texto retirado da página da Procuradoria Geral da Republica e veja como a impunidade continua no Estado do Piauí:

“Em outubro de 2003, o Ministério Público Federal – MPF, denunciou o ex-governador Hugo Napoleão; a ex-primeira-dama e ex-presidente do Serviço Social do Estado (Serse), Lêda Napoleão; o ex-presidente da Agespisa, Élcio Leite; o ex-diretor financeiro da Agespisa, José Ribamar Veloso Filho; o ex-gerente do Posto de Atendimento da Caixa Econômica Federal no TRE-PI, José Francisco da Silva Pinto; o ex-gerente de negócios da CEF, Erivaldo Portela da Silva; o ex-secretário de Fazenda, Virgílio Cabral; o ex-secretário de segurança pública, Antônio José Raimundo de Morais; o dono da Servaz, Onofre Américo Vaz; e a ex-chefe do departamento financeiro do Serse, Eliane Maranhão da Silva Thé. Os réus foram acusados de desvio de recursos públicos na ordem de 6,7 milhões de reais, sendo que 1,7 milhão de reais foram desviados da CEF. O restante foi desviado da Águas e Esgotos do Piauí S/A – AGESPISA.Segundo o MPF, todos os denunciados faziam parte de um grupo estável que agiu sob comando único e com distribuição de tarefas específicas para cada um de seus membros, com o objetivo de desviar recursos do Tesouro Estadual, através da Caixa Econômica Federal e da Agespisa. Conforme ficou comprovado em inquérito da Polícia Federal, entre os dias 20 e 30 de setembro de 2002, José Ribamar Veloso Filho, descontou na “boca do caixa”, no Posto de Atendimento da CEF no TRE-PI, três cheques emitidos pela Agespisa e outros quatro também emitidos pela estatal, nominais à Servaz, totalizando R$ 6.708.132,51. Todo o dinheiro foi entregue ao casal Hugo e Lêda Napoleão. Para justificar a saída de recursos, foi utilizado como pretexto o pagamento de dívidas da Agespisa na Caixa, relativas a encargos financeiros decorrentes de contratos mantidos entre as duas instituições, e à Servaz, cujos créditos com a estatal passaram mais de dez anos sem ser pagos, para, justamente em ano eleitoral, tornarem-se “prioridade”. A fim de manter a aparência legal do desvio de recursos, foi armado um esquema que envolveu altos funcionários da Agespisa, os quais ressuscitaram dívidas e emitiram os cheques; dois gerentes da Caixa que autenticaram os cheques e providenciaram o numerário; e o próprio dono da construtora Servaz. Para o MPF, Hugo Napoleão tinha conhecimento do esquema montado para pagamento pelos órgãos estaduais de faturas atrasadas da Agespisa e dele se beneficiou, cometendo, portanto, os crimes de formação de quadrilha ou bando e de peculato, o mesmo ocorrendo com os demais denunciados.A ação penal (AP 294) contra o ex-governador do Piauí Hugo Napoleão do Rego Neto, a ex-primeira-dama e mais oito envolvidos no caso Agespisa/Servaz, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi devolvida à 2ª Vara da Justiça Federal no Piauí. A decisão foi da ministra Eliana Calmon, que acatou pedido do Ministério Público Federal para que o processo retornasse à primeira instância, em virtude do fim do foro privilegiado para ex-gestores públicos, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando declarou a inconstitucionalidade de alguns dispositivos da Lei 10.628/02 (parágrafos 1º e 2º do art. 84 do Código de Processo Penal, inseridos pela lei).A denúncia do MPF foi assinada por cinco procuradores da República no Piauí e protocolada na Justiça Federal em outubro de 2003. Na ocasião, o juiz Roberto Veloso, da 2ª Vara Federal, não acatou o pedido do MPF de declaração de inconstitucionalidade de foro privilegiado aos ex-gestores, determinando a remessa do processo ao STJ.”

Nenhum envolvido está preso. O ex-governador Hugo Napoleão inclusive esteve recentemente aqui em Barras e subiu num dos palanques do prefeito Francisco Marques durante os comícios da eleição municipal de 2 de Maio de 2010. A empreiteira Servaz é conhecida dos piauienses por ter protagonizado o grande escândalo do governo de Hugo Napoleão: o dinheiro da Agespisa era retirado das contas da empresa em caixas e levados para a casa do então governador Hugo Napoleão e de seu secretário de Governo, Leal Júnior, atualmente suplente de deputado estadual protegido pelo recente governador do Estado, Wellington Dias (PT), que teve que convocar um deputado eleito para o suplente assumir. Hugo Napoleão agora aparece nos canais de televisão do Piauí com uma postura de candidato a deputado federal. Isso é incrível. No Piauí são vários os que disputam mandatos eletivos que deixaram rastros de malfeitorias sem, contudo, terem recebido até agora a punição exemplar da “justiça”. Clic AQUI e entre na página do MPF e veja a notícia desse fato.

PAUTA PARA OS GRANDES MEIOS DE COMUNICAÇÃO DO PIAUÍ: – Procurem saber como está o andamento desse processo. Comecem entrevistando os procuradores responsáveis pela Ação Penal (…). É difícil não é… numa imprensa vendida como a piauiense…