Já se aproxima de 100 o número de venezuelanos em Teresina. O último grupo, com 20 imigrantes, chegou nesta terça-feira, 28 de Maio de 2019 a capital do Piauí e acampou na Praça Saraiva. Para sobreviver, muitos já estão pedindo doações nos semáforos. 

Na Avenida Avenida Padre Humberto Pietro Grande, na manhã desta quarta-feira (29) uma venezuelana pedindo doações no cruzamento com a Avenida dos Ipês. Ela estava acompanhada de três crianças. A mulher se protege do sol forte com uma sombrinha, o que não acontece com todos os menores.

Há registros também de imigrantes pedintes no cruzamento das avenidas Presidente Kennedy com Dom Severino,a zona Leste, e em semáforos na avenida Miguel Rosa, na zona Sul de Teresina.

No total, segundo a gerente do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) Norte, Tayra Ribeiro, já são 94 o número de imigrantes venezuelanos. Muitos deles não possuem documentos.

“Estamos no momento ainda de entender, de conhecer o perfil. Então está sendo feito um cadastro com um diagnóstico pra ver a situação dessas pessoas. O que vieram fazer? Oo que estão esperando com essa estada aqui?  Esse cadastro é feito pela equipe de técnico dos Creas. A maioria deles não tem documentação. Estão sendo encaminhados ao MP para providenciar. Quando a gente está terminando de cadastrar um grupo, já chega outro”, explica a gerente.

O primeiro grupo a chegar em Teresina está abrigado na Associação de Pescadores do Poti Velho, na zona Norte da capital. Médicos voluntários e assistentes sociais monitoram a saúde dos imigrantes. Muitos estão gripados e com escabiose. 

“Hoje eu acionei os gestores da Fundação Municipal de Saúde, já que eu fui informada de que estão chegando mais e eles não têm condições de ficarem nesse espaço. O gestores precisam se reunir e decidir se eles vão ficar”, declarou Nancy Loiola, enfermeira da UBS do Poti Velho.

(*) Hérlon Moraes, Cidade Verde