A deputada Nize Caldas Brito Pereira Damasceno (PSB) é questionada por não
ter ações em prol do povo que a elegeu e rebate dizendo que não tem poder por ser suplente.

O historiador João Germano Filho, ex-Secretário de Cultura da Prefeitura Municipal de Barras, voltou a questionar na sua página na rede social Facebook a atuação da deputada barrense Nise Caldas Brito Pereira Damasceno. Ele questiona que a deputada esposa do ex-prefeito e ex-deputado estadual Manim Rego e filha do ex-prefeito e ex-deputado estadual José Ribamar Cabelouro, não está tendo a atuação parlamentar que o povo de Barras desejava e que ela em palanque defendeu e ainda se referencia ao fato de que a deputada vem de um grupo político que atua em Barras há 30 anos.
Leia abaixo o questionamento de Germano Filho:
O poeta Gregório de Matos Guerra, satirizando os desgovernos da política baiana, há mais de 377 anos atrás, nos mostra com clareza o quanto sua obra é atual, principalmente de Barras:

“Que falta nesta cidade?… verdade.
Que mais por sua desonra?… Honra.
Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.
Retiro-me à “Reflexão aos Barrenses”, onde a suplente de deputada Nize Rego, se queixa de sua condição de suplente, razão pela qual não tem conseguido fazer um trabalho mais eficiente.
Politizado, Germano Filho se tornou uma pedra no
sapato da deputada Nize Damasceno
Tudo isso é relativo. Nize se esquece que vem de uma longa tradição política: Cabelouro (prefeito 2 vezes e Deputado), elegeu Joaquim Lucas e Elias França (Prefeitos) Manin Rego (Prefeito duas vezes e Deputado). Não cabe na cabeça do Povo que com esse currículo não tenha prestígio pra pleitear obras e projetos.
A Sra. Nize Rego faz parte de uma elite que, há mais de trinta anos comanda a política local, todavia não conseguiu transformar a realidade.
Barras está mais pobre: é o segundo município brasileiro em exportação de mão-de-obra escrava. É a sexta em renda per capta do Território dos Cocais, atrás de Brasileira, Esperantina, Piracuruca, Pedro II e Piripiri. É a 137º cidade em índice de pobreza.
É por isso que há uma enxurrada de votos para os deputados de fora. O Grupo de Nize se revesa e as propostas não realizadas caem em descrédito. Há um continuísmo. Pouco, ou nada, se renova.
O eleitorado mostra-se descrente. Está cansado dos discursos clientelistas. Nize não é, nem será a coitadinha da “Reflexão”.
Essa história de “Kit animal”, onde se distribui galinhas, galos e vacas, é tão antigo quando a casa de chão batido do seu mentor.
Barras precisa muito mais do que isso!
Temos 58 assentamentos precisando de revitalização. O índice de analfabetismo continua alto entre os jovens de 15 a 29 anos e a faixa etária de 30 a 60 anos.
Sabe-se que o Grupo da Deputada voltou em Capote porque sabia de sua incapacidade administrativa. Ficando assim mais fácil, em tese, tomar um fôlego e voltar ao Poder mais tarde. Os elogios velados ao Edilson Capote, na verdade soam como um pedido de apoio do “canto da viúva” nas próximas eleições.
Dona Nize Rego, se autointitula “Deputada da Terra” para atingir o bairrismo barrense. O que a mesma quer é continuar no Poder. Sua reflexão não condiz com a verdade dos fatos.
Agora Barras tem outra opção: José Luis Filho será candidato da Terra, afinal nada é para sempre.
Concluo este artigo com o pensamento de Gregório de Matos Guerra:
“A cada canto um grande conselheiro, que nos quer governar cabana e vinha não sabem governar sua cozinha e podem governar o mundo inteiro…”