Teresina (PI) – O secretário estadual de Segurança Pública, Robert Rios Magalhães, anunciou a criação da Delegacia de Crimes nas Redes Sociais para investigar os crimes de danos morais, ameaças, excitação à violência, assédio sexual de mulheres mais velhas a rapazes menores de idade; marcação de locais e horários de confronto de gangues, como está ocorrendo na cidade de São Raimundo Nonato, e acertos para venda de drogas em redes sociais como o Facebook, msn e o twitter. Uma equipe da polícia já investiga as redes sociais com autorização da Justiça. A partir de agora a polícia tem acesso a tudo que as pessoas conversam na Internet.

Robert Rios Magalhães declarou que vão ser apurados todos os crimes que acontecem na rede social.

“As redes sociais servem para vários tipos de crimes como pedofilia praticada por homens e mulheres, para marcar encontros de gangues, para participar crimes nas ruas das cidades e até para oferecimento de drogas”, declarou Robert Rios Magalhães. Os shows organizados em todas as cidades também passarão a ter policiais disfarçados no meio dos frequentadores, especialmenete os dos estilos musicais forró, rock, funk, reggae e swingueira.

Ele afirmou que através das redes sociais existe uma rede de ofensas de pessoas que se acham acobertadas pela anonimato em seu quarto, em sua sala, em sua casa, em seu escritório e em seu computador e acham que podem ofender a terceiros.

“Essas pessoas portam ofensas e até ameaças e serão facilmente identificadas e facilmente processadas após o inquérito policial. As pessoas que se sentirem ofendidas, caluniadas, injuriadas e ameaçadas podem procurar a polícia para saber quem são os autores desses crimes”, declarou Rlobert Rios Magalhães.

De acordo com o secretário, a delegacia começará a funcionar nos próximos dias e terá em sua estrutura um escrivão, um delegado e um perito em informática. “A ideia é coibir crimes que são praticados pela internet, sejam contra a honra como injúria, calúnia e difamação, como furtos, extorsão, ameaças, violação de direitos autorais, pedofilia, estelionato, fraudes com cartão de crédito, e desvio de dinheiro de contas bancárias, dentre outros”, disse.
Robert Rios ressalta que mesmo que sejam criados perfis falsos nas redes sociais para a prática de qualquer um desses crimes, a equipe da delegacia terá condição de identificar os autores.
A delegacia será a primeira no Brasil para o combate aos crimes cometidos nas redes sociais. “Embora não haja uma legislação específica para crimes eletrônicos, teremos como enquadrar esses sujeitos por crimes já previstos no Código Penal”, finaliza.