Um superfaturamento de quase um milhão de reais. É o que consta no inquérito da Operação Topique como parte do esquema descrito num relatório da Controladoria Geral da União (CGU). O dinheiro era federal e carimbado para o transporte escolar. Entre os anos de 2013 e 2015, o então prefeito Paulo Martins (PT) juntamente com seu secretário de Educação à época, Professor Ribinha (PT) pagaram, em média, 44% a mais pelo serviço.

Há poucos meses, o Fantástico, da TV Globo, mostrou crianças em cima de uma bóia atravessando um rio pra ir à escola em Campo Maior. Na ocasião, o prefeito Ribinha avaliou o caso como pontual. Agora sabemos que falta recursos para o transporte das crianças porque a Prefeitura paga muito mais do que deveria pelo serviço e esse dinheiro abastece um esquema investigado pela Polícia Federal.

Segundo aponta a CGU, Ribinha disse em 2015 desconhecer o fato de que a empresa LOCAR Transportes contratava outras empresas para prestar o serviço de transporte escolar. Mas admitiu saber que a empresa contratava pessoas físicas residentes em Campo Maior para prestar os serviços.

Denúncia feita pelo vereador Neto dos Corredores (PDT) confirma o que petista Ribinha sabia. O parlamentar foi quem apontou o ilícito ocorrido na prefeitura à Polícia Federal. Ribinha intermediou, segundo o apurado, o contato entre a empresa e os subcontratados.

As investigações da Polícia Federal estão bem mais avançadas. Esse relatório da CGU é de 2015. O que já foi descoberto e apurado até hoje promete ser ainda mais grave. Mais cedo ou mais tarde, vai ter mais gente presa pelo esquema.

O Política Dinâmica buscou contato com o atual prefeito de Campo Maior, Professor Ribinha, e com o ex-prefeito Paulo Martins, para que os dois pudessem comentar o caso. Mas ambos não retornaram nosso contato até o momento da publicação da matéria.

(*) Fonte: Política Dinâmica