Barras (foto) não fica fora dessa estatística, mas as autoridades fingem
não saber, não ver…

Pesquisa realizada em 152 municípios piauienses indica que 83,55% deles têm
problemas na área de saúde por causa do crack. O impacto da droga também está
presente na segurança pública (58,5% de cidades afetadas) e na assistência
social (44,6%), de acordo com a sondagem divulgada na segunda- feira pela CNM
(Confederação Nacional de Municípios).
Dos 152 municípios do Piauí
pesquisados, 127 deles responderam que têm problemas com circulação de crack,
sendo que 20 municípios avaliam o problema como de alta complexidade; 55 como
média e 55 como baixa.
A pesquisa da CNM mostra que no Piauí, dos 152
municípios pesquisados, 133, um percentual de 86,84%, têm problema com o consumo
de drogas. Do total de municípios pesquisados, 125 deles, isto é, 82,23%,
declararam que enfrentam problemas por causa da circulação das drogas.

Na periferia de Teresina (foto), capital do Piauí, a situação é preocupante
De
127 municípios que responderam que enfrentam problemas com o consumo de drogas,
cinco afirmaram que é por causa do crack; 56 responderam que os problemas estão
relacionados com outras drogas; e 64 são com crack e outras drogas.
O
presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, afirmou que a primeira pesquisa para
mensurar o impacto do crack será concluída no próximo fim de semana, mas
antecipou que os resultados são “alarmantes”. Entre os problemas gerados pela
droga estão o impacto na economia e o crescimento da violência motivada pelo
crack tanto nas áreas urbanas como no campo.
A primeira sondagem da
confederação, realizada no ano passado, tratou da presença nacional do crack:
98% dos municípios brasileiros já tinham detectado a droga em seus territórios.
A novidade deste ano é o aprofundamento dos dados, que mostram o real impacto da
droga nos municípios. O indicador de saúde é o que mais se aproxima da percepção
do problema, segundo a confederação.

SEM ESTRUTURA


A CNM
apontou “falta de estrutura para atendimento de usuários e a quase unânime falta
de recursos financeiros para aplicar em políticas de prevenção de tratamento,
reinserção social e combate ao tráfico. A maioria dos municípios afetados por
drogas em geral fica na região Sudeste, a mais populosa do Brasil.
A CNM
indicou que 1.264 cidades sofrem com o problema. No Nordeste, são 1.108. Sul
(952), Centro-Oeste (354) e Sul (952) aparecem em seguida.
“Nessas
cidades, o crack já é majoritário, já traz mais problemas do que maconha e mais
do que cocaína”, disse Ziulkoski, que criticou o governo federal por não contar
com um sistema integrado para buscar esses dados.
“Estamos fazendo um
esforço, em uma entidade com dois funcionários. Onde está a estrutura de poder
para ajudar?”, disse.