O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta sexta (15) que, com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caberá a ele liderar o campo progressista e impedir o avanço do que classifica como retrocesso e fascismo.

“Quando Lula, que é o maior líder popular do país, sofreu o que sofreu, a mim me toca agora, talvez, nesse campo progressista, a responsabilidade maior de não deixar o país descambar para o retrocesso”, disse.

Segundo Ciro, sua responsabilidade aumentou após a prisão de Lula. “O Brasil está ameaçado por uma recrudescência do fascismo, que é um fenômeno internacional. E nós os democratas temos que nos levantar e nos organizar e ajudar o povo brasileiro a se vacinar contra esse fenômeno.”

Ciro afirmou ainda que o país busca uma nova liderança. Já o discurso das lideranças petistas é o de que somente Lula, entre os políticos de hoje, tem o protagonismo e a interlocução capaz de tirar o país da crise. O PT, porém, definiu um pacto de não agressão aCiro. O pedetista afirmou que o pacto não é sequer necessário. “Não é necessário que a gente faça pacto e não é possível que a gente se agrida”, disse.

“Isso não quer dizer que a gente vai conseguir controlar o exagero de um ou de outro. […] Eu tenho toda a paciência do mundo, compreendo o momento traumático que o PT está vivendo. Sinto dor no coração por tudo que está acontecendo com Lula”, completou.

Ciro evitou responder que futuro prevê para o PT, já que a candidatura de Lula enfrentará questionamentos judiciais. Segundo o pedetista, ele foi agredido por amigos quando tratou do assunto.  Ao lado de outros pré-candidatos, Ciro participa de um evento empresarial em Tiradentes (MG), promovido pelo Lide e pelo Grupo VB de Comunicação.