A intensa procura pelas praias no verão exige cuidados, nem sempre lembrados pela população. E não se trata apenas dos riscos de afogamento e eventuais incidentes com tubarões. O cuidado com as crianças também é algo indispensável para quem quer aproveitar o dia na praia. “Os salva-vidas estão sempre acompanhando o processo da maré. As áreas em que formam as piscinas naturais são mais seguras, já aquelas que forma as chamadas barretas, que são os espaços entre os arrecifes por onde as águas entram e saem, precisa de um cuidado maior por causa das correntes”, afirmou o major Anderson Barros. Dentre as recomendações do Grupamento de Bombeiro Marítimo (GBMar), os banhistas devem estar atentos às sinalizações que indicam se na área há risco de afogamento ou de ataques de tubarão

“Este é um período menos favorável a ocorrer estes incidentes, geralmente no período de chuvas em que a água está mais turva, a probabilidade é maior. Mesmo assim, os cuidados devem ser os mesmos em qualquer época”, explicou o major. Além disso, é indicado que os banhistas não se arrisquem em mar aberto, não nadem sozinhos e nem se afastem da margem. Em caso de acidente, manter a calma para avaliar a situação é necessário para não por em risco as pessoas.

Em 2018, segundo o GBMar, foram registrados sete mortes por afogamento – no ano anterior foram quatro casos. “Antes de 2013 a média era de 14 afogamentos anuais. Temos intensificado as intervenções e trabalhado para reduzir essa média”, reforçou Barros. Para as crianças, a recomendação é colocar pulseiras ou colares com nome e telefone de contato para facilitar a identificação em caso de perda. É importante não deixar que elas entrem na água sozinhas e procurar ficar próximo aos guarda-vidas.