BATALHA (PI) – A “Festa do Bode“, na vizinha cidade de Batalha, 30 mil habitantes, localizada a 38 Km de Barras e 148 Km de Teresina, está movimentando público de várias cidades do Meio Norte do Piauí, em especial as da Região da Grande Barras.  O evento acontece anualmente e é conhecido a nível nacional, já tendo ganhado os holofotes da Globo, Band, Record, por exemplo. Com grande estrutura de stand’s, pistas de dança, praças de alimentação, seguranças, ambulâncias, equipes médicas, banheiros quimicos, dentre quesitos que dão conforto ao visitante.
O evento mais uma vez reuniu milhares de pessoas vinda de vários municípios e estados diferente. Antes da realização da festa, grupos folclóricos do município se apresentaram na pista de dança do evento, a exemplo da quadrilha junina Arraiá dos Matutos.
Estiveram prestigiando o evento o Deputado Estadual Themistocles Filho, deputado estadual Robert Rios, do ex-Prefeito de Batalha Mario Dênis, bem como também do ex-Prefeito de Esperantina, José Ivaldo Franco, entre outros políticos.














SAIBA MAIS SOBRE A CIDADE DE BATALHA

O jornalista e historiador Milton Vasconcelos Filho, que já lançou três livros sobre a história do lugar, credita, com o apoio do historiador Fonseca Neto, da UFPI, ao ano de 1712, como sendo a fundação do lugar, após luta travada entre índios e os colonizadores capitaneados pelo Mestre de Campo Bernardo Carvalho. Antes disso, porém, o lugarejo já era habitado por índios e os primeiros fazendeiros da região do Longá. Mas foi a figura de José de Miranda, que consolidou a povoação do lugar, iniciando, em 1794, a construção de uma igreja em honra a São Gonçalo, padroeiro do município, que teve sua Freguezia criada em 1853. Uma das mais importantes personalidades de Batalha foi, sem dúvida, o capitão Amaro José Machado, português que veio para o Brasil, na região de Piracuruca. Casou com uma filha de José de Miranda, Anna Francisca. De sua descendência, Tenente Coronel José Amaro Machado, que foi Presidente da Província do Piauí, em 1872, e o Tenente Antônio Guilherme Machado de Miran da, que foi Deputado e Ministro do Tribunal Especial. Em 15 de dezembro de 1855, Batalha teve sua autonomia administrativa desatrelada de Piracuruca, tendo sido, a Villa, instalada a 8 de agosto de 1858.
Cita o historiador Milton Vasconcelos Filho, o mesmo jornalista, em seus estudos e pesquisas, nos livros publicados e em seu sitio net: miltonfilho.blogspot.com.br: “A história de Batalha é muito antiga. Muito além daquilo que nós possamos imaginar. O desbravamento da região de Batalha se confunde com o das terras ao norte de Piauí, que resultou na ligação entre o Ceará e o Maranhão, ligação esta, proveniente da ação catequética dos jesuítas na Ibiapaba. Ascenso Gago e Manuel Pedroso foram os missionários que comandavam do Hospício da Ibiapaba, criado pela Carta Régia de 8 de janeiro de 1697, as incursões pela região e, nesse mesmo ano, evangelizaram em solo piauiense, como nos conta Jureni Machado Bittencourt.
Como registro primeiro das terras batalhenses, atem – se o desbravamento da região por volta de 1712, como cita Padre Cláudio Melo em sua obra: ‘Bernardo de Carvalho’, editada pela Universidade Federal do Piauí, em 1988. Cita, o Padre, em sua obra: “Bernardo de Carvalho e Aguiar vindo de uma família de nobres portugueses para o Brasil, adentrou em solo piauiense no ano de 1698, protegido do Palácio Provincial do Maranhão, ao qual o Piauí pertencia. Conquistou muitas lutas que a história abriga, lhe oferecendo, gentilmente, a insigne de herói.
Certo do assentimento do Governador que o nomeara Mestre de Campo e toda a conquista do Piauí e Maranhão, Bernardo de Carvalho imediatamente organizou sua tropa. Discutido com todos a estratégia da primeira operação, distribuídas as funções, inicia – se sua caminhada no dia 20 de setembro de 1712.
Bernardo de Carvalho partiu logo sobre o gentio rebelado, com uma grande tropa feita à sua custa, a qual assistiu com muita pólvora, chumbo, armas, escravos e cavalos.
Após uma marcha de doze dias rumo a fronteiras do norte do Ceará, chegam a um riacho. Ali, o Senhor de Bitorocara teve notícias de um ataque indígena a uma fazenda naquelas proximidades, perto de Piracuruca, onde foram mortos 14 ou 15 pessoas e onde fizeram muitos estragos, saqueando o quanto puderam.
A notícia levou a tropa a mudar sua direção. Prontamente Bernardo de Carvalho e seus companheiros rumaram em direção aos saqueadores, no encalço daqueles bárbaros, cuja trilha foi fácilmente descoberta. A tropa foi dividida para o ataque. Antes, porém, que estivesse pronto o cerco, um tiro inesperado de uma arma serviu de sinal ao gentio que, em desesperada fuga, deixou parte da bagagem roubada, 200 gados e alguns cavalos. Cerca de 10 mortos e alguns feridos foi o resultado do quase fracassado encontro.
Bernardo de Carvalho apenas perdeu um soldado e teve três homens feridos. Não contente, porque a vitória foi apenas parcial, o comandante colocou parte da tropa em seguimento ao inimigo fugitivo. Conhecedor da importância estratégica do local em que se encontrava, auxiliado pelos que ficaram consigo, mandou fazer uma torre estacada para a segurança das bagagens e pólvora. O inimigo foi alcançado cinco dias depois e nele se fez bastante estrago. Este novo choque se deu nas proximidades do Longa, em local propício a pastagem e foi ocupado por fazendeiros que lhe deram o nome de Batalha.Os guerreiros selaram com as patentes do céu o nome do novo lugar, que ficou conhecido como Lugar da Batalha de São Gonçalo, para cujo santo, construíram – lhe uma capela”

(*) Fonte: portalesp.com.br, com edição da tribunadebarras.com