Adolfo Nunes, comentarista político da tribunadebarras.com                  

O acaso que se transformou em caso histórico. Quando um gesto acusa a todos que contribuiram para que ele ocorresse. 
Apenas retardaram (alguns que tentavam se locompletar com os recursos da Prefeitura) estimulavam uma candidatura sem alma, sem entusiasmo, sem nenhum objetivo que traduzisse espírito público, nenhum projeto que merecesse ou carecesse de continuidade.
Que projeto? Os executados e os executáveis de benefícios inconfensáveis e nenhuma substância social que os justificasse, nada feito com altruísmo, apenas seguindo os caminhos do favorecimento a grupos.
E Barras? Por que Barras? Logo em Barras! Já não bastam os outros tantos episódios que nos deixaram assim meio que acabrunhados, decepcionados, envergonhados, cabisbaixos, para os que têm vergonha, e não são poucos.
Redirecionar é preciso. Novas idéias são necessárias, é momento de reflexão, de pensar no Município como um todo, recuperar o tempo perdido, zelar e aparelhar Nossa Terra com tudo que nos é oferecido pelo poder público, para melhorar a vida dos conterrâneos.
Uma renúncia que caracterizou ato de réu confesso, antes que nosso povo executasse o seu julgamento. Embora estejamos diante de um episódio não comum, embaraçoso, tem o seu lado positivo: defende o futuro do Município, e já para o momento de hoje fortalece o prefeito, ex-candidato, a esquivar-se, negar as pretensões de alguns aproveitadores – os que estavam dizendo o apoiar somente para obeterem vantagens (é preciso cuidado com esses “sem pátria”) de olho no cofre da Prefeitura.
Para um bom entendendor o ex-candidato disse: Quem levou levou, que não levou não leva mais!
E aí espertalhão? Como você fica agora? Vai na enchorrada com outros procurar abrigo no porto seguro, na esperança de que no futuro não lhe falte queijo para sua imunda despensa? Ou vai ficar sem rumo rodando feito vento de redemoinho?
Dizem que a massa não pensa, tem estinto. Os barrenses provaram o contrário. Pensaram tanto que começaram a mudar o futuro político do Município antes da data estabelecida pela Legislação Eleitoral.
Vemos com otimismo os novos dias que virão. É só nossa gente continuar pensando, participando, haveremos de construir um novo Município presente e operante para com seus habitantes.
“O homem acredita mais nos olhos que nos ouvidos. Por isso
longo é o caminho através de regras, conselhos e normas. Curto e eficaz através
do exemplo.”
Mire nos bons exemplos.
(*) ADOLFO NUNES,  ex-deputado estadual, comentarista político
da Tribuna de Barras