A primeira visão que se tem ainda da estrada são as inúmeras serras de contorno regular e formato pitoresco, localizadas do outro lado do Rio Parnaíba. Na Região do Médio Parnaíba Piauiense, margeando a BR-343, encontramos Amarante, terra do poeta Da Costa e Silva, autor da letra do Hino do Piauí e uma das maiores expressões poéticas piauienses.
“O Parnaíba – velho monge / As barbas brancas alongando…”
Com esses versos, o poeta descreve o rio Parnaíba, por isso também conhecido como “Velho Monge”. Do alto do Mirante, no centro da cidade, um busto de Da Costa e Silva contempla esse horizonte amarantino, como se observasse o rio passar com a mesma vida dos tempos em que lhe deu inspiração.
Disse o poeta:
“A minha terra é um céu, se há um céu sobre a terra”, colocando nesses versos toda a sua força inspiradora. Deixar-se levar a Amarante é embarcar numa aventura inesquecível!
A 156 quilômetros de Teresina, Amarante é um resgate do passado. A cidade é modesta e exibe, em algumas de suas ruas e alamedas, conjuntos arquitetônicos de influência portuguesa, com azulejos de traçados graciosos que revestem as fachadas dos casarões dos tempos de sua formação.
Amarante ainda lembra os anos em que foi Vila de São Gonçalo, no início do século XX. Guarda duas preciosidades culturais: uma delas é a comunidade negra Mimbó, instalada a pouco mais de 20 quilômetros da cidade, de onde se avista o rio Canindé passar; a outra é o Sítio Floresta, produtor da cachaça Lira, com mais de um século de tradição. Amarante ainda conserva a tradição de suas danças populares, como o Cavalo Piancó e a Roda de São Gonçalo.