Em nota a imprensa Prefeitura de Barras diz que bandas do carnaval barrense não representam cultura ou arte

 Em nota a imprensa Prefeitura de Barras diz que bandas do carnaval barrense não representam cultura ou arte

O prefeito de Barras, Edilson Sérvolo, contratou a banda de swingueira Bicho Q Balança 
para apresentar-se em espaço público onde as atrações são pagas pela prefeitura. Arte: folhadebatalha.com
Sobre as bandas de swingueira contratadas para tocar no Carnaval, o Secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Barras, Carlos Augusto Furtado, enviou nota a imprensa com o seguinte teor:
“Como responsável pela comunicação e imagem do prefeito Edilson Sérvolo, gostaria de esclarecer que estive pessoalmente em reunião com o prefeito e o Magrão (diretor do Bloco Dinamite), quando o prefeito tentou impedir a presença dessas bandas em Barras.
Ele, o prefeito, pediu que fossem excluídas as bandas Chica Égua e Black Style, o que concordamos, pois elas emanam a falta de respeito e a propagação de uma conduta que ninguém pode chamar de cultura ou arte musical. As referidas bandas não foram e jamais serão contratadas para eventos da Prefeitura de Barras.
O prefeito é pai de família, tem filhos e assim como eu e as pessoas de bem de nossa cidade foi criado respeitando regras sociais pautadas na moral e nos bons costumes. A prefeitura só é responsável pelas bandas que farão apresentações nas praças e no Corredor da Folia.
A Banda Chica Égua se apresentará em local fechado e de responsabilidade do Bloco Dinamite, já a Banda Black Style se apresentará junto aos foliões no desfile do Bloco Dinamite; cabendo ao Ministério Público fazer cumprir a Lei”, finalizou o secretário de comunicação Carlos Augusto Furtado.

Veja agora este vídeo e reflita como Carlos Augusto Furtado de fato tem razão: 





Abaixo o governador Wilson Martins, do Estado do Piauí, sancionando a Lei que proíbe contratações de shows musicais com recursos públicos cujas bandas usem letras e coreografias com apelação sexual e promovam a degradação moral da mulher, algo muito visto nos estilos musicais swingueira, funk e nas bandas de forró do estado do Ceará e a Banda Forró Real (de Pernambuco).




Governador: lei disciplina incentivos à cultura (Foto:Paulo Barros)
O governador Wilson Martins sancionou a Lei nº 6.291, que proíbe o uso de recursos públicos ou incentivos fiscais para produção e contratação de shows culturais e artísticos que apresentem conteúdo depreciativo e constrangedor, que desvalorize, exponha, incentive ou que faça apologia à homofobia, prostituição de menores e a violência, principalmente contra a mulher ou droga.
Aprovada pela Assembleia Legislativa, a Lei da Cultura Limpa assegura a qualquer pessoa presente a evento subvencionado apoiado com verba pública, que se sentir constrangida, desvalorizada ou discriminada de qualquer forma, o direito de representar ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar ou à Fundação Cultural do Piauí (Fundac).
A lei estabelece que qualquer projeto cultural, que pretenda obter recursos públicos para a produção e realização de algum evento cultural, deverá ser encaminhado à Fundac e submetido ao Conselho Deliberativo do Sistema de Incentivo Estadual à Cultura (Siec), para análise da relevância cultural, bem como se não há afronta à nova lei.
Só depois de visto e analisado, o projeto receberá certidão com parecer favorável, ao qual deve constar o compromisso do beneficiário de cumprir as determinações da “Lei da Cultura Limpa”, em relação às letras de músicas que serão executadas no evento.
O descumprimento sujeita o responsável pela liberação dos recursos a multa no valor de 3 mil Ufirs-PI. Na hipótese de descumprimento por parte do beneficiário das obrigações dispostas na certidão, este ficará sujeito à devolução total dos valores recebidos.

Diego Albert

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