É divulgado o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios do Piauí. Barras fica na 41ª colocação!

 É divulgado o Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios do Piauí. Barras fica na 41ª colocação!
Administrações desastrosas por mais de uma década, causaram um retrocesso no Índice de Desenvolvimento Humano no Município de Barras
A Fundação Cepro divulgou, nesta Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2017, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) dos municípios do Piauí, por território de desenvolvimento.
O estudo viabiliza a comparação entre os municípios ao longo do tempo (1991/2000/2010), destacando suas semelhanças e diferenças, além de estimular os gestores de políticas públicas municipais a priorizar a melhoria de vida das pessoas em suas ações e decisões.
O IDHM incorpora as três dimensões do IDH Global (renda, longevidade e educação), entretanto, alguns indicadores foram substituídos para avaliar as condições de núcleos sociais menores. O IDHM de cada município resulta da média geométrica das três dimensões.
O Piauí, no ranking dos estados, ocupava, em 1991, a 27ª posição; em 2000, alcançou a 25ª, melhor posicionado em relação aos estados do Maranhão e Alagoas. Em 2010, atingiu a 24ª posição, encontrando-se no mesmo patamar do Pará e permanecendo na frente do estado do Maranhão e Alagoas.
Água Branca surpreende, graças a uma administração séria e inovadora. A cidade de 17 mil habitantes situada na Região do Médio Parnaíba está na 12ª colocação

Segundo o presidente da Cepro, Antônio José Medeiros, há duas décadas o IDHM se afirmou como um indicador bastante significativo, porque além de incorporar a dimensão do crescimento econômico, incorpora duas outras dimensões, a educação e a saúde, como os setores que mais refletem o bem-estar social de uma comunidade.
“É muito importante fazer um acompanhamento, não só como diagnóstico da situação, mas também como um subsídio para se direcionar e intensificar as políticas públicas. Está muito claro, por exemplo, que o indicador saúde no IDHM tem um bom desempenho, porque ele se baseia mais na política de saúde preventiva comunitária do que no atendimento hospitalar e ambulatorial, em contrapartida, o indicador educação tem muitos problemas, o que serve de alerta para os gestores”, explicou o presidente.
Medeiros também destaca a educação como prioridade para o crescimento do IDHM. “Se nós queremos melhorar o IDHM, temos que prestar mais atenção ao desempenho da educação e perceber que não é só o atendimento das crianças em idade escolar que precisa crescer, mas também a recuperação da escolaridade dos adultos, que não tiveram a oportunidade de estudar na idade certa”, conclui Medeiros.
O estudo revela o comportamento do IDHM dos 224 municípios piauienses, nos territórios de desenvolvimento em 2010 e destaca seis municípios que ainda apresentam um nível muito baixo de desenvolvimento humano: três localizados na Planície Litorânea (Caxingó, Cocal e Cocal dos Alves), e mais três localizados nos territórios Carnaubais (Assunção do Piauí), Chapada Vale do Itaim (Betânia do Piauí) e Vale do Canindé (São Francisco de Assis do Piauí).
Por outro lado, dois municípios têm IDHM alto: a capital Teresina, no território de desenvolvimento Entre Rios, e Floriano, no território de desenvolvimento Vale dos Rios Piauí e Itaueira.
Quarenta municípios (17%) são detentores de nível médio de desenvolvimento humano e 176 cidades (78,5%) têm nível baixo de IDHM, distribuídos por todos os territórios de desenvolvimento.
O estudo do IDHM dos municípios do Piauí será o primeiro de uma série e, a cada ano, terá os indicadores atualizados pela Fundação Cepro, tendo como propósito entender melhor e, objetivamente, os rumos trilhados por esses espaços geopolíticos e buscar estratégias de longo prazo para o desenvolvimento humano.
Acesse aqui o documento completo.

Diego Albert

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