Diagnóstico sobre a Bacia do Rio Parnaíba foi apresentado pela CODEVASF

 Diagnóstico sobre a Bacia do Rio Parnaíba foi apresentado pela CODEVASF
Representantes do Piauí, Ceará e Maranhão estiveram reunidos ontem (28) no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí, para a apresentação do diagnóstico feito pela Comissão Pró-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba sobre a situação da bacia. O trabalho inclui climatologia, tipo de solo, vegetação, evolução da população e uma série de outras informações.
O deputado federal Jesus Rodrigues (PT) foi convidado a apresentar o projeto “Artérias do Parnaíba” durante o evento. A ideia consiste em levar água a dezenas de municípios piauienses através de várias adutoras construídas à margem de rodovias para que não seja necessário realizar desapropriações. 
O projeto, elaborado pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) a pedido do parlamentar, inclui o perfil longitudinal, o dimensionamento da vazão e a planilha de custo de cada adutora. Ainda será necessária a realização de um levantamento planialtimétrico para a execução da proposta, que deve beneficiar uma população de 850.879 pessoas, segundo pesquisa do IBGE (2010).
Para o secretário da Comissão Pró-Comitê da Bacia do Parnaíba, Avelar Amorim, o projeto também tem a capacidade de atrair a atenção para a necessidade de investimentos na preservação do rio. “Hoje, são investidos cerca de R$ 300 milhões anualmente na revitalização da bacia do São Francisco”, exemplifica.
Comitê
O evento é mais uma etapa exigida pela Resolução 05/2000 do Conselho Nacional de Recursos Hídricos para a criação definitiva do Comitê da Bacia Hidrográfica do Parnaíba. “Além do diagnóstico, será apresentada uma justificativa circunstancial e será eleita uma diretoria provisória para o Comitê”, afirma o presidente da Comissão e superintendente do IBAMA no Piauí, Manoel Borges.
“A criação do Comitê é imprescindível, pois é o órgão que tem atribuição legal para enfrentar problemas relacionados ao esgotamento sanitário, tratamento de resíduos sólidos, drenagem de águas fluviais, recuperação de matas ciliares, monitoramento da qualidade da água e elaboração de planos diretores das unidades de conservação, por exemplo”, explica o secretário da Comissão, Avelar Amorim.
Antes de serem encaminhados para o Conselho Nacional de Recursos Hídricos, os documentos ainda deverão ser assinados por prefeituras, entidades da sociedade civil e entidades representantes de usuários das águas de pelo menos 40% dos municípios pertencentes à bacia.

Diego Albert

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