Delegado “abre fogo” contra políticos de Barras e segurança pública

 Delegado “abre fogo” contra políticos de Barras e segurança pública

O delegado concursado, barrense Sérgio Rêgo (foto), atuante no Estado do Maranhão, irmão do ex-prefeito Manim Rego, abriu o verbo para o repórter Juarez Santos em entrevista que se dirige aos políticos de Barras. Leia a seguir o artigo na íntegra:
“Agente sabe que hoje a grande sacada da comunicação é a tecnologia. A internet é globalizada, e se tornou num meio de comunicação fenomenal para os povos, a rapidez da notícia, do fato real, impressiona. Entretanto, a nossa comunidade, a cidade de Barras, tem no rádio o seu meio de comunicação preferencial. Não sabemos definir aqui os motivos, mas é certo que o povo barrense tem adoração pelo rádio, pela comunicação popular, talvez seja pela sensação de proximidade que ele causa entre os habitantes sem aquela coisa da sofisticação
Devemos reconhecer que o rádio realmente é – pelo menos até agora -, o meio mais acessível de comunicação dos barrenses, tanto da zona urbana, como, principalmente, dos que habitam a zona rural. Hoje não temos uma só emissora em operação na nossa cidade. Permita-me fazer aqui um parêntese: nós estamos travando uma árdua batalha jurídica na Justiça Federal com a ANATEL para reabrir a Rádio Cidade FM, de propriedade da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Barras, sendo que o processo atualmente se encontra no Superior Tribunal de Justiça, em Brasilia, e acreditamos que no inicio de 2013, seja julgado.
Então, a ausência desse meio de comunicação em Barras é prejudicial, em todos os setores da vida da comunidade, principalmente na politica. Sem o rádio não temos como dizer ao povo barrense como estão agindo seus gestores, suas autoridades, a classe politica. Tudo acontece, porém, nada é divulgado. O povo fica sem informação e isso dificulta uma avaliação de comportamento daqueles que devem satisfação à população. É óbvio que a ninguém interessa a vida privada das pessoas, mas as atitudes e decisões dos que tratam da coisa pública, dos detentores de mandatos, interessa a todos.
A propósito, a população está sem saber qual o destino dos milhões que entraram nos últimos meses nos cofres da Prefeitura de Barras e não foram aplicados corretamente e que grande parte foi desviada. Que o Hospital Municipal Leônidas Melo se transformou numa praça de guerra. Que a segurança pública em Barras é precária e sem comando. Que tem genro de ex-prefeito com contra-cheque na Prefeitura de Barras, Assembléia Legislativa do Piauí, e pasmem, na Prefeitura de Teresina, enquanto muitos barrenses estão com filhos dentro de casa desempregados.
O quão Barras é desprestigiada e mal representada na politica piauiense – este fato diminui a auto-estima dos barrenses e deixa a impressão para  o restante do Estado que somos desprovidos de pessoas capacitadas. Que há politico (e seus pupilos) em Barras que se especializou em viver do ócio,  pois a mais de 30 anos vive e sobrevive do dinheiro público, do poder, e que o mesmo comanda uma “dinastia” que somente membros de sua família real pode se candidatar ao parlamento estadual. Que aquele politico que veio de Brasilia, à época se autoproclamando o “Messias”, o profeta da “salvação”, enveredou pelos descaminhos da mentira, da desonestidade, da improbidade, e hoje se refestela em banquetes com as pessoas que ele combateu, para juntos tramar contra os destinos de Barras e a favor de seus interesses pessoais, pecuniários e familiares. Que não existe mais àquele politico amante de Barras, que se intitulava “vento norte”, mas um impostor que se curvou e se juntou a outros poderosos atraído pela ganância e benesses do poder. Que ainda existe politico (a) atrasado (a) que se tranca dentro do quarto para gorjetear eleitores com notas de 5 (cinco) e 10 (dez) reais, ao invés de oferecer-lhes a cidadania, desenvolver politicas públicas de resultados, de geração de renda. Por estes pequenos exemplos (há centenas) podemos dimensionar o quanto Barras carece e precisa desse meio de comunicação que é o rádio. Tão imprescindível, tão necessário. A inexistência dele somente beneficia essa clark de maus políticos. Infelizmente!”
(*) Juarez Santos

Diego Albert

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