Conclusão do inquérito da Polícia Federal é o mesmo da Polícia Civil: Fernanda Lages Veras se matou!

 Conclusão do inquérito da Polícia Federal é o mesmo da Polícia Civil: Fernanda Lages Veras se matou!
Promotores não admitem como real inquérito da Polícia e dizem continuar investigando.          

A Polícia Federal se reuniu nesta segunda-feira (18 de Setembro de 2012) com o juiz Antônio Nollêto e com os promotores que acompanham o caso da estudante filha de Barras/PI, Fernanda Lages Veras. O objetivo foi informar sobre os resultados finais do inquérito, que serão divulgados oficialmente durante coletiva de imprensa na próxima quinta-feira (20), às 10h.

Participaram da reunião o superintendente da Polícia Federal no Piauí, Nivaldo Farias, e o delegado José Edilson Freitas. A família de Fernanda Lages Veras será informada dos resultados ainda na tarde de hoje (19) ou durante a quarta-feira (20).

As informações colhidas pela imprensa piauiense dão conta de que os resultados da Polícia Federal são semelhantes ao da Polícia Civil do Piauí, que descartou homicídio e acidente, porém, agora os passos da estudante de Direito foram mais detalhados.

Ao saberem dos resultados, os promotores de justiça  Eliardo Cabral e Ubiraci Rocha reafirmaram que não participarão da coletiva e que independente do relatório da Polícia Federal, continuarão a trabalhar no caso da morte da jovem, por entenderem que trata-se de uma morte violenta e não de suicídio.
Com a divulgação antecipada pela imprensa do resultado do inquérito da Polícia Federal, um clima de revolta paira sobre a família de Fernanda Lages Veras, seus amigos, bem como na sociedade piauiense, que não defende o resultado do inquérito feito tanto pela Polícia Civil do Piauí como pela Polícia Federal.
Para as polícias Civil do Piauí e Federal, Fernanda se matou no
dia 25 de Agosto de 2011 ao jogar-se do último andar de um prédio em Teresina.
CASO PODE VOLTAR PARA A POLÍCIA CIVIL DO PIAUÍ

O delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, James Guerra (foto ao lado), confirmou que as investigações sobre a morte da estudante de Direito Fernanda Lages Veras, ocorrida há mais de 1 ano, podem voltar para a instituição caso os promotores contestem o relatório final feito pela Polícia Federal, que, segundo James, entrou no caso para apurar um suposto tráfico de pessoas.
Para que a Polícia Civil volte a apurar a morte de Fernanda será preciso, no entanto, que o juiz responsável autorize as novas diligências. “É nossa obrigação constitucional caso o juiz requisite novas diligências”, afirmou.
James disse que o relatório da Polícia Civil está pronto desde novembro do ano passado contendo o resultado das diligências e dos laudos periciais. James preferiu não revelar se a Polícia Civil concluiu que não houve crime. “É melhor esperar o que a Polícia Federal vai dizer depois de quase 10 meses”, opinou. Segundo ele, a instituição “está tranquila”, e não “ansiosa” pelo relatório da Polícia Federal.
Abaixo veja vídeo de reportagem da TV Cidade Verde, afiliada do SBT no Piauí:
Assista a reportagem de Joelson Giordani


A REAÇÃO DO PROMOTOR DE JUSTIÇA ELIARDO CABRAL
O promotor Eliardo Cabral está disposto a mostrar aos piauienses que tem sim provas de que a morte de Fernanda Lages Veras foi homicídio. Em entrevista na TV Clube, afiliada da Rede Globo no Piauí, ele afirmou que vai “enfiar o nome dos assassinos goela abaixo” e garante que não está blefando ao dizer que sabe quem teria matado a jovem na madrugada do dia 25 de agosto de 2011.
“Não estou blefando e nunca blefei. Eu sempre disse o que sabia e hoje eu sei muito mais. A mim ninguém compra, eu sei quem fez isso”, disse o promotor que reafirmou que irá se ausentar na coletiva da Polícia Federal desta quinta-feira (20/09), onde o relatório final das investigações será apresentado. Mesmo assim, Eliardo se recusa a falar o nome de quem sejam estes acusados, mesmo depois de um ano do caso.
Ele foi enfático ainda ao dar o perfil destas pessoas a quem ele denomina como os responsáveis pela morte da jovem. “Alguns são pessoas que em algum momento da vida viveram numa espécie, digamos assim, de submundo, menos um que é de origem supostamente ilustre. Mas vamos esperar, até porque as nossas provas são testemunhais e que estão ainda com um pouco de receio em falar”, disse.
A família de Fernanda, através da tia, Cassandra Lages, já chegou a afirmar que não deve comparecer à coletiva, assim como os promotores, que não comungam do resultado a ser apresentado. Isso porque as informações são de que a PF descartou a hipótese de homicídio, creditada pelos membros do Ministério Público e de muitas pessoas na sociedade piauiense. Porém não foi encontrado, sequer na investigação da Polícia Civil, que trabalho no caso por dois meses, nem na da Polícia Federal, de que Fernanda tenha entrado no prédio em obras da Procuradoria da República, acompanhada.

Diego Albert

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