Uma apresentação gratuita marca, nesta segunda-feira, 5 de Março de 2018, a comemoração de 122 anos do Caboclinho Tribo Indígena Carijós de Recife-PE, agremiação mais antiga do segmento no Estado. A festa ocorre a partir das 18h30min, na Rua Corema, na Mangabeira, na zona norte de Recife. Um dos homenageados do carnaval em 2017, o grupo foi bicampeão da folia este ano.

Atualmente, a agremiação conta com 160 integrantes. Em 2016, recebeu o título de Patrimônio Imaterial do Brasil.

Nos desfiles, a agremiação sai com porta-estandarte e as alas de puxantes, contra guias, caciques e cacicas, além dos destaques, que representam os caboclos da tribo.

O caboclinho desfila ao som de instrumentos como surdo, caracaxá, gaita e atabaque. Nas indumentárias, destacam-se os tons de vermelho, que representa a guerra, o branco, simbolizando a paz, e o verde, que lembra as matas e traz esperança.

História

O Caboclinho Carijós surgiu em 5 de Março de 1896. A agremiação foi fundada pelo estivador Antônio da Costa.

Segundo a tradição oral, ele recebeu a autorização religiosa e a missão de organizar um grupo fantasiado de índio durante o carnaval, a fim de preservar a cultura regional. Em pouco tempo, seus caboclos já estavam nas ruas do Recife, com flechas, lanças, penachos coloridos e dançando Perré ao som de tambores, pífanos, gaitas de taboca e ganzá.

A Tribo Carijós passou 13 anos sem desfilar. Retomou as atividades em 2011 e hoje é o maior vencedor do carnaval do Recife.

Folguedo

O Caboclinho é uma manifestação que tem origem na cultura indígena de Pernambuco. A espiritualidade está presente por meio dos cultos, como a pajelança, manifestação vinculada à religião dos antepassados. A maioria dos mestres e caboclos é ligado à Jurema. Entretanto, alguns grupos têm ligação com terreiros de xangô e umbanda.