Sem apoio no esporte na cidade de Barras, distante 120 quilômetros ao norte de Teresina, jovens jogadores de futebol estão cada vez mais procurando clubes de Teresina para tentarem realizar o sonho de tornar-se um jogador de futebol profissional.

Na cidade já teve um clube que foi destaque em todo o Brasil pelas suas memoráveis atuações – o Barras Futebol Clube, que fez história no Campeonato Piauiense, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C, mas envolto em corrupção e sem falta de apoio da Prefeitura de Barras e de empresários, foi desativado.

Em Barras não há políticas públicas eficientes direcionadas ao esporte, a cultura, a educação, ao lazer saudável; e a juventude vive de farras, muitos usando drogas e envolvendo-se em crimes. A escolinha de futebol mais promissora da cidade – a do Zezé Tiúba, foi perseguida politicamente, tirada das suas atividades no Estádio Municipal Juca Fortes para favorecer uma escolinha do político e empresário João Vicente Claudino.

Falando sobre a importância das escolinhas de futebol para sociabilização da juventude, Reinaldo Barros Torres, editor do Tribuna do Nordeste, disse: “Atendendo a convites, ando por todos os estados nordestinos acompanhando competições de futebol de base. Vejo o quanto as autoridades se preocupam em usar esse esporte como ferramenta de integração social, infelizmente em Barras e na maioria quase que absoluta dos municípios piauienses, os gestores ignoram essa condição”, finalizou.

Nesta quarta-feira, 11 de Setembro de 2019, mais quatro jovens atletas barrenses (fotos abaixo), desembarcaram no CT Afrânio Nunes, sede do River Atlético Clube, Bairro Portal da Alegria, zona sul de Teresina. Eles foram levados por um amigo desportista de Barras. Na semana passada mais um chegou ao CT do River nas mesmas condições, esse recebeu apoio do empresário André Carvalho, que cedeu passagens gratuitas no Expresso General para que treine nas segundas, quartas e sextas-feiras.

O grande problema que os jovens atletas de Barras enfrentam para jogarem futebol nos clubes de Teresina é a falta de condições financeiras para se manterem. Eles não têm parentes na Capital e quando tem são familiares pobres, que não podem receber mais uma pessoa dentro de suas casas. Daí continuar morando em Barras e procurando patrocínio para pagamento das passagens para irem e voltarem a Teresina três vezes por semana, passa a ser necessidade prioritária. Cada um luta como pode para realizar seu sonho, que passa a ser também o sonho dos pais que olham para o futuro dos filhos com a possibilidade de ser um jogador profissional, vendo também a melhoria de vida financeira.

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