Quem anda na cidade piauiense de Barras, 47 mil habitantes, distante 120 quilômetros ao norte de Teresina, fica assustado com o desleixo dos logradouros públicos. Praças sem o mínimo de zelo, prédios públicos com pintura desgastada, ruas esburacadas; calçadas irregulares, com buracos e sem acesso para portadores de deficiência física… uma cidade com um “retrato” injusto e até desumano perante sua tradição.

Quem passa pela Praça Senador Joaquim Pires, tida como “a sala de visitas” de Barras, percebe e lamenta a situação de abandono do principal ponto de encontro da cidade. A praça não tem mais jardim, a grama mau cuidada tenta sobreviver nos canteiros com beiradas quebradas. Os passeios da praça também estão esburacados, os bancos praticamente não mais existem, a histórica retreta da Banda Lira Barrense não mais existe! Além da Praça Senador Joaquim Pires e outras terem se tornado lugar de pasto para cavalos, jumentos, bois, bodes. Os aspecto de abandono, de uma cidade sem prefeito.

O Estádio Juca Fortes, lembrado especialmente pelas tardes de futebol e lotação nos jogos do Barras Futebol Club no Campeonato Piauiense, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro da Série C, também está abandonado.

A impressão que se tem é de uma cidade que agoniza, corrompida por décadas pela miserável política que só a destrói e destrói suas tradições. Não é à toa que o Ministério Público Federal – MPF, qualificou os políticos barrenses entre os mais corruptos do Piauí, em recente publicação de toda mídia estadual.

Não se trata uma cidade assim… não se trata um povo assim.

(*) Fotos: Longah

Tribuna do Nordeste