Água servida a Barras é imprópria para consumo humano

 Água servida a Barras é imprópria para consumo humano
A AGESPISA – Águas e Esgotos do Piauí S/A (foto da sede da empresa em Barras), alerta que a situação é em poços tubulares e cacimbões, não é na água que chega às torneiras das residências.

Nove cidades do Piauí se encontram em situação de alerta, por conta de contaminação na água, consumida por seus moradores. De acordo com análise realizada pela 3ª regional de saúde de Piripiri, 70% da água consumida nessas cidades está imprópria para o consumo, pela presença de coliformes fecais. São elas: Batalha, Barras, Cajueiro da Praia, Caraúbas, Esperantina, Lagoa de São Francisco, Milton Brandão, São João da Fronteira e São José do Divino.

Segundo a biomédica e coordenadora da regional responsável pela análise, Miriane Araújo, o número elevado de contaminação é um alerta para maiores cuidados com a distribuição de água feita nos municípios da Região dos Cocais e da Região da Grande Barras, analisando no balanço anual das águas. Apesar da Região dos Cocais e Região da Grande Barras englobar 23 cidades, apenas quatro enviaram o material necessário para a análise médica, o que soma apenas 19,79% da região.

“A gente analisa que a quantidade que foi nos enviada está bastante reduzida visto que não atinger não atinge nem 50% . Os municípios tem que dar mais atenção, para a análise da água que é consumida”, analisa a coordenadora.

Para Miriane, o baixo número de material coletado e enviado pelos municípios, alerta também para o número de pessoas infectadas com doenças infecciosas e parasitárias que pode aumentar consideravelmente, já que as doenças estão diretamente relacionadas com a água consumida.

“Esses municípios devem dar uma atenção maior, poquê isso está diretamente relaciopnado. e com o aumento dos gastos com internações”, acrescenta Miriane.

O Ministério da Saúde estabelece que qualquer água destinada ao consumo humano deve ser ausente de cloriformes e bactérias. Para efetivar esta determinação existe a Programação Pactuada Integrada de Vigilância em Saúde (PPI-VS), que estabelece anualmente as principais atividades e metas para o controle e prevenção de doenças a serem desenvolvidas por todas as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde do país. 

O PPI-VS funciona a partir de pactos firmados entre as três esferas do poder público, portanto a colaboração dos gestores municipais é indispensável para a execução das ações deste programa. é preconizada pelo ministério da saúde. A área para consumo humano deve ter ausência.

Piripiri e Joaquim Pires

As cidades de Piripiri e Joaquim Pires apresentem números de contaminação, baixos, mas que já despertam preocupação dos gestores. Piripiri tem 20% da água imprópria, e Joaquim Pires, 50%. 

O Secretário de Saúde de Piripiri, Wilson Andrade, alerta para a situação e afirma que a secretaria irá realizar nova análise em algumas cidades da região. Caso constatado o elevado índice de contaminação, medidas emergenciais deverão ser tomadas pelo município.

” A gente vê esse resultado com muita preocupação, pois estamos iniciando essa gestão e já nos deparamos com um problema dessa natureza. Vamos coletar novamente e depois convocar os gestores para tomar medidas urgentes”, concluiu o secretário.

(*) Rayldo Pereira, Cidade Verde

Diego Albert

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